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Polícia de Nova Iorque impede jornalistas de cobrir movimento de Wall Street

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A polícia de Nova Iorque já deteve jornalistas durante o protesto de wall street

Foto: Reuters/ Spencer Platt

Em véspera dos protestos mundiais de 15 de Outubro, a organização Jornalistas sem Fronteiras (RSF) adverte autoridades a não recorrerem à violência. Episódios recentes de Wall Street, levam organização a pronunciar-se sobre “actos de censura” a jornalistas.

Nas últimas semanas, vários jornalistas viram-se privados de cobrir os protestos do movimento Occupy Wall Street, sobretudo em Nova Iorque, segundo alertou a RSF na quinta-feira. A polícia de Nova Iorque (NYPD) considera jornalistas apenas quem detem o cartão de imprensa que a própria emite seguindo critérios internos, o que leva a organização a questionar a legitimidade da NYPD para determinar “quem é e quem não é jornalista”. Num artigo publicado ontem no seu site, a RSF afirma que “estas restrições podem ser usadas para bloquear notícias e informação de interesse público” e que “esta selecção viola os princípios constitucionais mais elementares”.

No dia 1 de Outubro, a jornalista freelancer Natasha Lennard, que colabora com o blogue do New York Times, ficou detida durante cinco horas numa carrinha da polícia por não possuir o cartão de imprensa da NYPD. Kristen Gwynne, jornalista da revista online AfterNet, no mesmo dia, foi alvo da mesma coacção, enquanto cobria a marcha dos manifestantes na ponte de Brooklyn. Já John Farley, da revista MetroFocus, foi detido durante oito horas no dia 24 de Setembro, mesmo tendo um crachá que o identificava como jornalista.

A RSF veio ontem condenar as recentes acusações por “desobediência” e “desordem” feitas a jornalistas que cobriam o movimento de Wall Street. A dois dias dos protestos mundiais, a organização alerta as autoridades para que não recorram a “medidas repressivas” que, em seguida, considera serem “actos de censura”.

No dia 4 de Outubro, a equipa de reportagem do canal Fox5 TV foi alvo de reacções violentas por parte das autoridades, enquanto cobriam mais um dia de contestação em Wall Street. O operador de câmara Roy Isen foi atacado com spray de pimenta nos olhos, enquanto o jornalista Bick Brennan foi agredido com um bastão policial no estômago. Num comunicado, a NYPD alega que os dois repórteres foram “acidentalmente” atingidos enquanto os agentes reagiam a um avanço dos manifestantes.

A discussão sobre entraves à circulação de informação sobre o movimento Occupy foi em parte despoletada quando, a 20 de Setembro, vários utilizadores de contas Yahoo! se viram impedidos de enviar e-mails que contivessem o nome “Occupy Wall Street”. A plataforma emitia então um aviso de que tinha sido registada uma “actividade suspeita” na conta. Rapidamente, vários vídeos con tentativas de envio chegaram ao Youtube. A Yahoo não tardou a responder via Twitter, alegando que alguns e-mails haviam sido acidentalmente barrados pelo filtro de spam, anomalia que já estaria a ser resolvida.

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