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Exército secreto dos EUA matou milhares de pessoas

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Um comando militar "secreto" norte-americano anti-terrorista aumentou de 1800 efetivos para mais de 25 mil desde os atentados de 11 de Setembro de 2001 e matou milhares de pessoas nos últimos anos, segundo o jornal Washington Post.

O Comando Conjunto de Operações Especiais (CCOE) cresceu mais de dez vezes em relação ao número de homens - e algumas mulheres - que tinha antes do 11 de Setembro e segundo um dos seus operacionais disse ao jornal "nem a [agência de serviços secretos norte-americana] CIA tem a dimensão ou a autoridade" para as missões que este grupo desempenha.

Em 2008, só no Afeganistão o CCOE matou cerca de 1000 pessoas e atacou 550 alvos. Em 2009, desempenhou 464 missões e matou entre 400 e 500 membros das forças inimigas.

O Washington Post indica que de um grupo dedicado ao resgate de reféns, o CCOE se tornou "o exército secreto da América".

A sua missão mais visível, em Maio deste ano, foi o assassinato do líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama Bin Laden no Paquistão, levado a cabo pela "Equipa 6", formada por soldados da unidade especializada da Marinha norte-americana, os "SEAL".

Mas a folha de serviços deste comando tem páginas infames: em Julho de 2002, um avião de reconhecimento do CCOE foi atacado quando voava sobre o Afeganistão.

Em retaliação, um avião de ataque ao solo disparou sobre seis alvos na aldeia de Kakarak e matou um número indeterminado de civis, com estimativas a variar entre 48 e centenas de pessoas, naquele que ficou conhecido como o "incidente da boda", uma vez que num dos alvos decorria uma festa de casamento.

O CCOE tem a sua própria lista de alvos a abater, cujos nomes não carecem de autorização presidencial, ao contrário da lista da CIA.

Os membros do comando estão espalhados por diversas unidades militares, agências governamentais e embaixadas norte-americanas pelo mundo. Quando estão em meios civis, não estão a obrigados a trajar uniforme. Em combate, não se identificam quer por nome ou por patente.

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