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Primeiro vieram buscar os judeus e eu não protestei porque não era judeu.
Depois vieram buscar os comunistas e eu não protestei porque não era comunista.
Depois vieram buscar os sindicalistas e eu protestei porque não era sindicalista.
Depois vieram buscar-me e não restava mais ninguém para protestar por mim.

Martin Niemöller (1892 ~ 1984)

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Atentados como os da Noruega são "difíceis" de prevenir

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A prisão de Ila, onde Breivik está detido preventivamente

Foto: Reuters/ Wolfgang Rattay

Atentados como o da semana passada na Noruega, cometidos por extremistas solitários, são “difíceis, talvez mesmo impossíveis” de prevenir, admitiu um especialista em contraterrorismo, sublinhando que a Europa deve estar atenta a todas as formas de radicalização.

A avaliação foi feita durante a reunião extraordinária de peritos em terrorismo, chamados a Bruxelas depois dos ataques coordenados em Oslo e a ilha de Utoya, onde decorriam um acampamento de jovens trabalhistas, o partido no poder.

O autor confesso dos ataques, Anders Breivik, disse ter agido sozinho e afirmou fazer parte de uma “cruzada” para “salvar a Noruega e a Europa ocidental de uma invasão muçulmana”. A polícia norueguesa garante não ter encontrado quaisquer indícios de que tenha tido cúmplices, apesar dos contactos que manteve com grupos extremistas noutros países europeus.

As acções destes “lobos solitários” são “difíceis talvez mesmo impossíveis” de prevenir, avisou Tim Jones, conselheiro do coordenador da luta contra o terrorismo da União Europeia, Gilles de Kerchove, depois de críticas à incapacidade dos serviços secretos noruegueses para detectar as actividades de Breivik, que preparou durante anos, e de forma meticulosa, os atentados.

O especialista diz que, mais do que atribuir culpas, “é preciso compreender o que leva uma pessoa com ideias extremistas a passar à violência”. “Temos que compreender este processo, qualquer que seja a ideologia”, sublinhou Jones. E se há lições a retirar dos ataques na Noruega “é a de que a Europa não se pode concentrar num só tipo de terrorismo”, acrescentou o perito, admitindo que nos últimos anos foi reduzida a vigilância sobre os extremistas de direita, centrando-se sobretudo nos fundamentalistas islâmicos.

Segundo a Europol, a agência europeia de polícia, em 2010 não houve registo de qualquer acção terrorista atribuída à extrema-direita, o que poderá explicar o baixar da guarda dos serviços de informações.

Na reunião de Bruxelas, na qual peritos noruegueses apresentaram aos seus homólogos da UE os primeiros resultados das investigações, foi feita uma avaliação dos meios de prevenção de ataques ao dispor dos Vinte e Sete – instrumentos que se revelam inadequados para contrariar actos de extremistas isolados, que se radicalizam sozinhos e sem ligações aos movimentos sob vigilância. As conclusões dos peritos serão comunicadas aos governos europeus, que debatem se devem ou não os partidos populistas e de extrema-direita ser responsabilizados pela radicalização dos seus simpatizantes – uma questão que Tim Jones garantiu “não ter sido directamente discutida” no encontro de hoje.

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