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Philip Brennan

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Deficiente agredido pela polícia para o seu próprio bem

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Jody é um activista e blogger. O polícia que o atirou da cadeira, segundo Jody, já o tinha na mira por causa de um incidente anterior.

Foto: Reuters

O governo britânico não hesita em condenar protestos genuínos, em crucificar a repressão de gangs armados - os chamados rebeldes líbios - ou em bombardear civis para os libertar. No entanto, quando o que se passa no estrangeiro, se passa no Reino Unido, qualquer argumento serve para justificar atrocidades cometidas em defesa de um estado que os britânicos não querem.

Uma das tácticas usadas pela polícia e forças-de-segurança para dispersarem manifestações pacíficas, é recorrer a agentes-provocadores, que como o nome indica, tem como objectivo provocar os manifestantes e incitá-los à violência para que depois a polícia possa ter uma justificação para intervir.

Essa tática subversiva não é exclusiva de nenhum país, regime ou causa em específico. Há inúmeros exemplos do emprego dessa táctica de natureza maliciosa que indigna muita gente e revela bem o quão democráticas são as nações de hoje. Um exemplo, foi o que aconteceu na cimeira do G20 em 2010, em Toronto, no Canadá.

Por norma, os agentes-provocadores actuam sob disfarçe e infiltram-se nos grupos. No entanto, em Dezembro de 2010, quando houve manifestações em Inglaterra por causa do aumento das propinas, adoptaram uma variante da mesma táctica quando agrediram um jovem de 20 anos numa cadeira-de-rodas, com uma série de dificuldades motoras que nem a própria cadeira conseguia operar.

O jovem foi agredido com um casse-tête, atirado para o chão e depois arrastado pela polícia.

Segundo a BBC, os agentes que o agrediram, cinco meses depois, em Maio, foram ilibados porque, na perspectiva da Polícia Metropolitana de Londres, o deficiente - Jody McIntyre - foi atacado porque a segurança dele estava em causa.

A Comissão Independente de Queixas da Polícia (IPCC, na sigla em inglês) - o órgão instituicional que é suposto supervisionar as acções da polícia e que pelos vistos é tão independente quanto um alcoólico é do álcool - disse que apesar de haver indícios de um crime de agressão, a polícia fez bem em atirá-lo da cadeira porque a segurança de Jody estava em risco.

O IPCC, diz que a polícia deve apresentar um pedido de deculpas a Jody e diz que actualmente não é possível apresentar queixa porque o prazo de seis meses já passou.

Jody não entende muito bem a posição do IPCC:

Isto é claramente uma interpretação muito estranha por parte do IPCC e certamente não é uma interpretação com a qual eu concorde.

Essencialmente, o que eles estão a dizer é que o agente da polícia esteve bem em atirarem-me da cadeira-de-rodas, mas esteve mal em arrastar-me pela estrada. Não faz muito sentido na cabeça de uma pessoa racional.

Penso que um pedido de deculpas por parte da polícia seria necessário - mas esse pedido de desculpa é completamente insuficiente, e é muito pouco, muito tarde.

Jody diz estar em conversações com o seu advogado para saber de que forma é que podem agir para que se faça justiça.

O governo britânico que está tão preocupado com a falta de moralidade dos saqueadores nos recentes motins de Londres e que gosta tanto de dizer aos outros países que regime é que têm que adoptar, não tem qualquer problema em recorrer a estes agentes-provocadores para calar e demonizar os manifestantes asfixiados pela "austeridade" para "solucionar" um problema que não foram eles que criaram.

A vergonha de Cameron é tanta, que poucos meses mais tarde, em Março, adoptou a mesma táctica numa outra manifestação cujos argumentos eram os mesmos - aumento das propinas não.

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