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Washington suspende fundos para a UNESCO após admissão da Palestina

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Os Estados Unidos anunciaram esta segunda-feira a suspensão total da sua contribuição financeira para a UNESCO, poucas horas após a agência da ONU para a educação e cultura ter aceite a Palestina, por larga maioria, como membro de pleno direito.

A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, declarou em conferência de Imprensa que a admissão da Palestina como membro de pleno direito da UNESCO "activa restrições legislativas existentes desde há algum tempo, que obrigam os EUA a absterem-se de efectuar contribuições" para a organização.

A suspensão é de efeito imediato e vai implicar que os EUA deixem de canalizar para a organização, com sede em Paris, 60 milhões de dólares (42,3 milhões de euros) que deveriam ser encaminhados em Novembro, a principal fatia dos 80 milhões de dólares que destinavam anualmente à UNESCO.

A Autoridade Palestiniana foi esta segunda-feira de manhã admitida como o 195º membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) com 107 votos a favor, 52 abstenções e 14 votos contra dos Estados membros presentes na votação em Paris.

No entanto, a porta-voz da diplomacia de Washington insistiu que os EUA vão manter a participação e o seu compromisso nesta agência das Nações Unidas.

"Vamos consultar o Congresso para garantir que os interesses e a influência dos EUA se vão manter", declarou Nuland, que considerou o envolvimento dos Estados Unidos na UNESCO "uma forma de beneficiar uma ampla gama dos nossos interesses nacionais em matéria de educação, ciência, cultura e comunicações".

Nuland definiu a votação como "lamentável, prematura e contrária ao nosso objectivo para uma paz justa, duradoura e total no Médio Oriente".

Diversos responsáveis da Casa Branca já se tinham manifestado em termos muito similares ao longo do dia.

Em paralelo, o presidente dos EUA, Barack Obama, reuniu-se à porta-fechada na Casa Branca com Tony Blair, o ex-primeiro-ministro britânico e actual enviado do Quarteto para o Médio Oriente, para abordar as possíveis vias que permitam o relançamento das negociações.

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