Planeta Terra Versão 2.0

Quando um verdadeiro génio surge no mundo, pode conhecê-lo por este sinal, que todos os burros estão todos em confederação contra ele.

Jonathan Swift (1667 ~ 1745)

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Os protagonistas dos assaltos em Londres

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Desde o início dos motins, em Inglaterra, que a maioria da população condena a violência e as pilhagens. Por seu lado, os protagonistas evocam razões económico-sociais como a pobreza e o desemprego para justificar os atos.

Mas, comecemos pelo princípio. O que é que roubaram e porquê?

O primeiro diz que “roubou para a família, umas coisas para o filho, como roupas, sapatilhas…fraldas, pó talco, toda a gama Johnson”.

O segundo admite ter roubado “umas televisões de plasma, Playstations, computadores, coisas assim. Foi bom não ter de pagar…em poucos dias vou vender por mais de dois mil euros, é extraordinário”.

Claro que, as palavras são ditas em inglês de bairro, muito limitado.

Uns dias depois da destruição, estes jovens não estão arrependidos. Pelo contrário, acham que foi Natal antes do tempo…

“Estou bem, afirma um…é um dia normal como os outros”.

Mas o amigo considera que não: quando olha para a televisão de plasma, convence-se mesmo que é Natal.

O desemprego na classe etária dos 16 aos 24 anos atinge os 20 por cento. Em geral a taxa é de 7,9%, no Reino Unido. Os jovens dos bairros difíceis sentem-se desamparados, sem futuro, como reconhece um deles aqui:

“Cada vez que saio e vou a Bromley, no West End, visto-me melhor, o melhor que posso. Imploro â mãe uns sapatos novos, levo o meu curriculo e falo o melhor que posso. Mas ninguém me responde, nao me convocam, e tenho de fazer de outro modo”.

E o amigo confirma:

“Até agora, parece não haver futuro para os jovens e o governo não ajuda…só ajuda os ricos. Isto não é diversão, é pelo dinheiro para sobreviver neste mundo. E não vai parar enquanto o governo não der uma pequena ajuda”.

O Reino Unido parece ter reencontrado alguma tranquilidade, depois de dias de destruição e violência em Londres.

Os prejuízos atingem os 220 milhões de euros, segundo as companhias de seguros.

O governo ainda não anunciou o custo das medidas de segurança, mas alguns jornais adiantam que ficam em 70 milhões de euros. Dinheiro que vai ser pago pelos contribuintes.

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