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Parlamento britânico chumba referendo à UE

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Cameron diz que a proposta de referendo surge “no momento errado”

Foto: Reuters/ Suzanne Plunkett

Foi a maior rebelião do mandato de David Cameron e a mais volumosa de que há memória num debate sobre a Europa. Desobedecendo às ordens partidárias, 82 deputados conservadores (num total de 305) votaram a favor da realização de um referendo à permanência do Reino Unido na União Europeia. A moção foi derrotada, mas representou um desafio à autoridade do primeiro-ministro e reanimou os eurocépticos, que vêm na crise da zona euro uma oportunidade para reabrir o debate sobre as relações com a UE.

Cameron, que se assume como um eurocéptico pragmático, lançou um derradeiro apelo aos deputados rebeldes, dizendo que a proposta não passa de uma distracção quando Londres tenta desempenhar um papel construtivo na resolução da crise europeia. “Quando a casa do nosso vizinho está a arder, o nosso primeiro impulso deve ser extinguir as chamas, ou impedir que elas atinjam a nossa casa. Este não é o momento de discutir se nos devemos ir embora”, afirmou.

A moção — levada à Câmara dos Comuns pelo deputado conservador David Nuttall, depois de ter reunido cem mil assinaturas — pedia a realização de uma consulta até Maio de 2013, questionando os eleitores sobre três opções: a permanência do país na UE, a sua saída ou a renegociação dos termos da adesão. A proposta não tinha valor vinculativo e o seu destino ficou traçado quando os três principais partidos deram ordens aos deputados para votarem contra. Mas na ala mais à direita dos conservadores — descontente com as cedências feitas por Cameron aos liberais-democratas, os pró-europeus parceiros de coligação — a disciplina de voto foi insuficiente para travar a rebelião. “Não estou preparado para trair a promessa que fiz aos meus eleitores”, disse Adam Holloway, um assessor ministerial forçado a demitir-se por não ter acatado as ordens da bancada.

Tentando evitar a cisão, o primeiro-ministro disse concordar com os deputados que pedem uma “reforma profunda” nas relações com a UE e reafirmou que está empenhado em reconquistar parte dos poderes cedidos a Bruxelas. Mas disse que não poderia concordar com um referendo que põe como hipótese a saída da UE e que é proposto “no momento errado” para o Reino Unido e para os Vinte e Sete.

Os analistas comparavam o desafio dos eurocépticos ao que em 1993 forçou o então primeiro-ministro John Major, também conservador, a pedir um voto de confiança para chumbar a proposta de referendo ao Tratado de Maastricht. Mas se a aliança com os lib-dem dá a Cameron uma maioria mais confortável, a votação custa-lhe parte do capital político junto dos deputados e eleitores mais à direita. Um capital que James Landale, sub-editor de Política da BBC, lembra que ele “gostaria de gastar em tempos mais difíceis nos anos que se avizinham”.

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