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Médicos condenados no Bahrein por terem tratado manifestantes anti-regime

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Um grupo de 20 médicos e enfermeiras foram condenados hoje no Bahrein, entre cinco a 20 anos de prisão, pelos crimes de conspiração para derrubar o Governo e incitamento ao ódio rácico, por terem tratado manifestantes durante a revolta naquele país no início deste ano.

O tribunal – uma instância especial criada durante o estado de emergência declarado na sequência dos protestos – proferiu sentenças de 20 anos a 13 dos arguidos e de entre cinco a dez aos outros sete. Foi considerado que tinham cometido crimes “contra o Estado” ao terem assistido manifestantes feridos durante a repressão das autoridades aos protestos, em que a maioria populacional xiita do país reclamava mais direitos à elite sunita que governa o reino.

Ascendendo a mais de 60 por cento da população, os xiitas no Bahrein pediam, na sua maioria, a instituição de uma monarquia constitucional no país, mas alguns núcleos mais duros – como os partidos Haq e Wafa – chegaram a exigir até o derrube do rei Hamad bin Issa al-Khalifa (sunita).

“Estas sentenças cruéis constituem uma séria violação da lei e são um ataque à profissão médica”, criticou a filha de um dos médicos condenados, num comunicado citada pela Al-Jazira. “Por isso instamos todas as organizações médicas, associações e grupos a agirem, a emitirem uma declaração, a fazerem algo para condenar estas sentenças”, avançou.

Os protestos varreram o país com auge em Fevereiro e Março – impulsionados ali também pela Primavera Árabe que fez cair os regimes na Tunísia e Egipto – mas foram rapidamente estrangulados pelas autoridades, com o apoio de tropas vindas de países vizinhos do Golfo.

A par da condenação dos profissionais médicos, o tribunal decidiu também um outro caso, de dois manifestantes acusados de ter morto um polícia naqueles confrontos: a um foi proferida a sentença de morte e ao outro pena perpétua.

Na véspera, um tribunal militar tinha já confirmado a pena perpétua para outros oito activistas xiitas, pelo seu envolvimento nos protestos. E em finais de Abril, este mesmo tribunal militar, condenou à pena capital outros quatro manifestantes, pela morte de dois polícias – algo que não era feito no país desde 2007.

Antes disso, aliás, só uma pessoa tinha sido condenada à morte no Bahrein em trinta anos: justamente durante a grande vaga de contestação ao regime da monarquia nos meados da década de 1990, a mais grave no país antes da convulsão que emergiu este ano.

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