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EUA querem punir Irão por esquema para matar embaixador saudita

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Teerão acusa os EUA de estarem a procurar criar uma nova crise internacional

Foto: Reuters/ Morteza Nikoubazl

Os Estados Unidos impuseram sanções a uma companhia aérea iraniana, a Mahan Air, e reuniram-se com os embaixadores dos países do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O objectivo dos contactos é conseguir apoio diplomático para acentuar a pressão sobre o Irão, na sequência de uma alegada tentativa das autoridades de Teerão para assassinarem o embaixador saudita em Washington.

Os bens da Mahan Air nos EUA serão congelados e as empresas americanas ficam proibidas de negociar com uma companhia que, segundo o Departamento do Tesouro, transporta no Médio Oriente operacionais da Quds, força especial dos Guardas da Revolução, e do Hezbollah libanês.

Os contactos com os embaixadores foram feitos pela representante norte-americana na ONU, Susan Rice. Um diplomata ocidental ouvido pela AFP escusou-se a comentar a possibilidade de ser proposta uma resolução a condenar o Irão. “Avançamos passo a passo”, disse. O Reino Unido e a França fizeram saber que apoiam as iniciativas americanas. A chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, disse que, a confirmarem-se os factos anunciados, há uma “clara violação” do direito internacional com “consequências muito graves”.

Os dois gestos foram as primeiras acções dos EUA contra o Irão, após o anúncio pelo Departamento de Justiça, terça-feira à noite, de uma conspiração iraniana para um atentado contra o embaixador Abdel al-Jubeir, em Washington. Um dos dois acusados, Gholam Shakuri, é apontado como membro da Quds.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, que numa primeira reacção defendeu a necessidade de “uma mensagem muito forte” ao Irão, referiu-se ao caso como uma “perigosa escalada” no apoio de Teerão ao terrorismo. O Irão multiplicou-se em desmentidos e acusou os EUA de “procurarem criar uma nova crise internacional” através de um “cenário fabricado” e de uma “conspiração diabólica”. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Ali Akbar Salehi, descreveu uma tentativa para semear a divisão e criar tensões entre o Irão e os seus vizinhos árabes.

Salehi fez questão de dizer que Teerão tem “boas relações com a Arábia Saudita”. Mas não é assim: os laços diplomáticos existem, mas há uma rivalidade latente. Sinal disso foi a intervenção saudita deste ano no Bahrein, para reprimir uma revolta da maioria xiita contra a dinastia reinante sunita, recebida com desagrado pelo regime xiita de Teerão. O Conselho de Cooperação do Golfo, que agrupa as monarquias sunitas, condenou já o alegado plano para matar o embaixador.

O príncipe Turki al-Faisal, membro da família real saudita, antigo chefe dos serviços secretos e ex-embaixador nos EUA, considerou que as provas de que o Irão está por trás do atentado são “esmagadoras” e que “alguém no Irão irá pagar o preço”.

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