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A nossa sociedade é gerida por pessoas insanas com objectivos insanos. Eu penso que somos geridos por maníacos com fins maníacos, e penso que estou sujeito a ser posto de parte por expressar isso. É o que isso tem de insano.

John Lennon (1940 ~ 1980)

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Dick Cheney quis bombardear reactor sírio em 2007

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Cheney não se arrepende de decisões mais controversas da administração Bush

Foto: Reuters/ Shawn Thew

O antigo vice-presidente norte-americano Dick Cheney vai lançar um novo livro de memórias na próxima semana, no qual diz ter aconselhado o Presidente George W. Bush a bombardear o alegado reactor nuclear sírio, em Junho de 2007.

Bush optou, no entanto, por uma abordagem diplomática depois de outros conselheiros terem expressado várias dúvidas, sobretudo devido ao mau resultado que trouxeram “as informações enganosas recebidas sobre o armazenamento de armas nucleares no Iraque”.
“Falei outra vez da necessidade de acção militar por parte dos EUA contra o reactor”, escreveu Cheney sobre uma reunião. “Mas era uma voz solitária. Depois de ter terminado, o Presidente perguntou, ‘Alguém concorda com o vice-presidente?’. Nem uma mão se ergueu no ar”.

Desta forma, Bush decidiu exercer uma pressão diplomática para forçar os sírios a abandonar o programa secreto, mas entretanto os israelitas bombardearam o local suspeito em Setembro de 2007.

Uma cópia da autobiografia, intitulada In My Time: A Personal and Political Memoir, foi obtida pelo jornal The New York Times, o qual escreveu tratar-se de um livro que usa “muitas vezes um tom agressivo e no qual [Cheney] expressa pouco arrependimento em relação a muitas das decisões mais controversas da administração Bush."

Ao mesmo tempo que considera Bush ‘um líder excepcional’, Cheney expõe vários conflitos com outros membros do seu círculo interno.
Escreve que George Tenet, director da CIA, demitiu-se em 2004 exactamente quando “a coisa ficou feia”, uma decisão que ele considera “injusta para o Presidente”. Mais, que o secretário de Estado Colin Powell tentou desacreditar Bush ao expressar em privado dúvidas sobre a guerra no Iraque, levando Cheney a pressionar a saída de Powell depois das eleições de 2004.

Dick Cheney acusa a ex-secretária de Estado Condoleezza Rice de ingenuidade pelos esforços para chegar a um acordo com a Coreia do Norte sobre as armas nucleares. E ainda relata a sua luta com os conselheiros da Casa Branca que queriam amenizar os discursos do Presidente sobre o Iraque.

O antigo vice-Presidente defende no livro a decisão da administração de George W. Bush de infligir “interrogações duras”, como a técnica de sufocamento conhecida como “afogamento simulado”, aplicadas a suspeitos de terrorismo, argumentando que era uma forma eficiente de extrair informações que permitiram salvar vidas.

O livro começa com um relato da experiência de Cheney durante os ataques terroristas a 11 de Setembro de 2001, em que teve um papel importante devido à ausência do Presidente em Washington, impossibilitado de estabelecer contacto com a Casa Branca por causa de avarias nas comunicações. Cheney confessou que não queria fazer nenhuma declaração formal nesse dia.

“A minha última experiência no Governo”, escreve, “preparou-me para gerir a crise durante as primeiras horas depois do ataque, mas sabia que se falasse com a imprensa estaria a desacreditar o Presidente, o que seria mau para ele e para o país.”

Cheney menciona ainda Barack Obama, o qual elogia por alguma das suas acções, mas não deixa também de o criticar por ter decidido retirar em Setembro de 2012 as 33 mil tropas adicionais enviadas para o Afeganistão em 2009, e escreve que está “feliz em notar” que Obama falhou na sua promessa de fechar a prisão na Baía de Guantánamo, em Cuba.

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