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Criação de emprego nos EUA com saldo nulo pela primeira vez desde 1945

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A criação de emprego no mês de Agosto estagnou nos Estados Unidos, quando os analistas previam um crescimento de 65 mil novos postos de trabalho.

O saldo de empregos criados pela economia norte-americana em Agosto foi nulo, pela primeira vez desde 1945.

Segundo o comunicado do gabinete de estatísticas laborais daquele organismo, o emprego na maioria dos sectores "alterou-se pouco ao longo do mês" de Agosto, com a saúde a crescer e o sector das tecnologias de informação a ressentir-se da greve dos 45 mil funcionários da Verizon, que retirou 45 mil aos números do mês e que voltarão a ser incluídos em Setembro.

Segundo a agência Associated Press, é a primeira vez desde Fevereiro de 1945 que a economia dos Estados Unidos verifica um saldo nulo, aguardando-se agora o discurso do presidente norte-americano, Barack Obama, sobre a situação laboral naquele país, que está marcado para a próxima semana.

Dos 14 milhões de desempregados nos EUA em Agosto, perto de metade (seis milhões) são de longa duração, o que representa uma redução de 200 mil face a Julho, enquanto a população activa se situou nos 153,6 milhões de pessoas, um aumento de 0,1 pontos.

Os números de pessoas em regime de 'part-time' cresceu de 8,4 milhões para 8,8 milhões, sendo indivíduos que estavam a trabalhar nestas condições "porque os seus horários foram reduzidos ou porque foram incapazes de encontrar um emprego a tempo inteiro", explicou o comunicado.

Os números de Agosto fixaram-se muito abaixo das expectativas dos analistas, que, segundo a imprensa especializada como a agência Bloomberg ou o Financial Times, previam a criação de 67 mil novos postos, quase metade do valor registado em Julho, quando os Estados Unidos teriam assistido um aumento de 117 mil empregos.

Porém, o comunicado de hoje vem rever esse valor: A mudança no emprego não agrícola para Junho foi revista de 46 mil para 20 mil novos postos e para Junho de 117 mil para 85 mil.

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