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Bancos britânicos investem na produção de bombas proibidas

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Os bancos investem indirectamente e, por isso, não cometem ilegalidades.

Foto: Reuters/ Toby Melville

Alguns bancos britânicos, incluindo dois que foram resgatados com dinheiro dos contribuintes, estão a investir milhões em empresas que fabricam bombas de fragmentação, cuja produção e comércio é proibido, revela o diário “The Independent”.

Segundo o jornal britânico, o Lloyds TSB, o Barclays e o HSBC investiram parte dos seus fundos na produção destas bombas.

Há um ano, lembra o diário, o Reino Unido tornou-se membro da Convenção de Munições de Fragmentação, um tratado global que bane o uso, a produção, o armazenamento e a transferência de bombas de fragmentação. O tratado, assinado até hoje por 108 países, proíbe ainda que se participe de qualquer forma na produção destas bombas.

“Apesar disto, não houve nenhuma tentativa por parte do Governo para controlar os bancos e os fundos de investimento que continuam a financiar empresas que se sabe manufacturarem estas armas”, escreve o “Independent”.

Estas instituições financeiras, explica o jornal, podem continuar a investir nestas empresas sem por isso estarem a fazer nada de ilegal, recorrendo a um buraco na legislação. A falha já levou a Amnistia Internacional a lançar uma campanha nacional onde se apela ao Governo britânico para legislar contra qualquer investimento indirecto em bombas de fragmentação.

Quando são lançadas, as bombas de fragmentação libertam dezenas de bombas mais pequenas que se dispersam por uma vasta área e muitas vezes não explodem na totalidade, constituindo um perigo para os civis e principalmente para as crianças – são muitos os casos de crianças que pegam nelas, confundindo-as com bolas.

Questionados pelo jornal, os bancos reagiram de formas diferentes. Uma porta-voz do Barclays sublinhou que a política de investimento da empresa “proíbe explicitamente o financiamento de comércio de minas, bombas de fragmentação ou qualquer equipamento construído para ser usado como instrumento de tortura”. Sem confirmar se o Barclays deixou de investir na Textron – empresa norte-americana que constrói o mais potente tipo de bombas de fragmentação –, o banco diz que “a relação com a Textron foi discutida ao mais alto nível e desde 2010 não houve nenhum empréstimo novo e não haverá no futuro”.

Já o Lloyds e o Royal Bank of Scotland (RBS) defenderam os seus investimentos. “O Lloyds não financia em consciência a produção de qualquer arma que não cumpra a legislação do Reino Unido, dos Estados Unidos, da União Europeia ou da ONU, ou armas que tenham sido banidas por tratados internacionais”, afirmou uma porta-voz. “Nós não investimos em munições de fragmentação. Recebemos garantias dos nossos clientes no sector da defesa de que não violam a Convenção das Munições de Fragmentação”, fez saber, por seu turno, o RBS.

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