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Acusações de assédio sexual podem ditar a queda do favorito republicano Herman Cain

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"Nunca assediei ninguém. Ponto final", afirmou Cain

Foto: Reuters/ Larry Downing

Três mulheres queixaram-se de comentários, gestos e convites inapropriados. Candidato diz que adversários alimentam "campanha de difamação".

A estratégia seguida por Herman Cain, o líder da corrida pela nomeação republicana às presidenciais de 2012 que está no centro de um escândalo de assédio sexual, não está a surtir o efeito desejado. O empresário conservador, antigo presidente da Godfather Pizza, desmentiu as acusações e culpou os seus adversários políticos de estarem a "orquestrar uma campanha difamatória". Mas esquivou-se a dar explicações, deixando a opinião pública e publicada a especular sobre "o que realmente se passou".

"Nunca assediei ninguém. Ponto final", reagiu Herman Cain. "Nem vale a pena tentarem fazer mais perguntas. Não volto a falar nesse assunto. Não digo mais nada", repetiu bruscamente aos jornalistas, que pediam um comentário à notícia avançada pelo Politico.com sobre queixas de assédio sexual apresentadas contra ele no final da década de 90.

A história dava conta do pagamento de indemnizações a duas mulheres que trabalharam com Cain quando ele presidia à Associação Nacional de Restaurantes, e que avançaram com queixas por assédio sexual contra o actual candidato. As funcionárias receberam uma compensação para deixar a associação e ficaram impedidas por cláusulas de confidencialidade de falar sobre o caso.

Durante dois dias, a campanha de Herman Cain repetiu que as alegações são infundadas e falsas e que o candidato sempre se pautou por uma conduta irrepreensível. Mas, na quarta-feira, uma terceira mulher denunciou, sob anonimato, ter sido alvo de "gestos e convites sexuais" por parte de Cain na mesma altura.

Entretanto, um consultor que colaborava com a Associação Nacional de Restaurantes disse ter assistido a uma "situação muito desconfortável" de assédio durante um almoço de trabalho com Herman Cain. "Aconteceu num restaurante de Crystal City e toda a gente ficou incomodada com o que se estava a passar", declarou Chris Wilson à rádio KTOK. Logo depois, um radialista conservador do Iowa, Steve Deace, lembrou um caso recente de "comentários inconvenientes e constrangedores" dirigidos por Cain a duas funcionárias quando o candidato visitou a estação.

Se as alegações vierem a revelar-se verdadeiras, a campanha de Cain está arrumada, dizem os analistas. Como explicava à AFP o director da agência de sondagens Quinnipiac, Peter Brown, o que os eleitores dizem preferir em Cain é a sua personalidade e não as suas políticas (por exemplo, o seu plano de nivelar todos os impostos numa taxa de 9% é avaliada de forma muito negativa). "Se o escândalo dissesse respeito às suas propostas, era diferente. Mas diz respeito à sua pessoa, que é o seu maior trunfo político", referiu.

Mas, para já, os efeitos do escândalo não se fizeram sentir: o empresário continua a liderar as sondagens com 30%. Nas primeiras duas semanas de Outubro, quando ultrapassou o ex-governador do Massachusetts Mitt Romney (agora com 23%), Cain arrecadou dois milhões de dólares de donativos. Esta semana, já recebeu mais um milhão. "Há facções a tentar destruir-me, pessoal e politicamente. Mas há uma força maior que eles: a voz do povo", sublinhou o candidato.

A campanha de Cain foi rápida em apontar os colaboradores do seu adversário texano à nomeação republicana, Rick Perry, pela fuga de informação (os dois competem pelos votos dos apoiantes do Tea Party). Segundo o seu porta-voz, J. D. Gordon, terá sido Curt Anderson, um consultor político que trabalhou na (gorada) campanha de Cain para o Senado em 2004, que é agora conselheiro de Perry, quem avançou a história ao Politico.com. Anderson negou e sugeriu que se alguma campanha rival era responsável pela fuga, só poderia ser a de Mitt Romney - que logo apareceu a repudiar a acusação.

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