Planeta Terra Versão 2.0

Enquanto seres-humanos, a nossa grandeza não reside tanto em sermos capazes de refazer o mundo — esse é o mito da idade atómica — como em sermos capazes de nos refazermos.

Mahatma Gandhi (1869 ~ 1948)

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Bolsas mundiais afundam em dia de pânico

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As bolsas mundiais sofreram hoje uma queda generalizada, depois de uma intervenção muito esperada do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, que não conseguiu acalmar os receios de contágio da crise da dívida na Zona Euro.

As maiores praças europeias encerraram a sessão de hoje a perder mais de três por cento. Em Milão, o índice FTCE MIB, cujas negociações foram mesmo suspensas por algumas horas, encerrou a sessão com perdas de 5,16 por cento, sendo a praça mais penalizada da Europa.

Paris desvalorizou 3,90 por cento, a maior queda em dois anos, contando a nona sessão consecutiva no vermelho, o que já não sucedia desde 2002. Londres perdeu 3,43 por cento, Frankfurt 3,4 por cento, Madrid 3,89 por cento e, na Suíça, as perdas foram de 3,61 por cento.

Lisboa encerrou a recuar 3,26 por cento, com todos os 20 títulos do PSI-20 em terreno negativo. Em Nova Iorque, o Dow Jones negoceia a desvalorizar perto de quatro por cento próximo da hora de fecho.

“O mercado quer ir para baixo. É preciso terminar o serviço para se estabilizar”, resumiu Meir Benamram, vendedor de acções da Aurel BGC.

Jean-Claude Trichet afirmou hoje que “a política monetária continua acomodatícia” e reconheceu que os riscos sobre a actividade económica “poderão ter-se intensificado”. O BCE manteve hoje a sua principal taxa de juro nos 1,50 por cento, num momento marcado pelo abrandamento económico da Zona Euro e ressurgimento da crise da dívida soberana.

Jean-Claude Trichet “tentou apoiar o mercado mas isso não foi suficiente para segurar os investidores”, comentou Waldemar Brun-Theremin, da Turgot Asset Management.

O euro acentuou a desvalorização face ao dólar, passando abaixo dos 1,42 dólares. O ouro, por seu lado, registou um novo recorde histórico ao subir para os 1.681,65 dólares/onça.

O petróleo caiu para mínimos de seis meses, com o West Texas Intermediate (WTI), que serve de referência ao mercado norte-americano, a perder esta tarde 5,6 por cento, para 86,77 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte para entrega em Setembro recuava 5,79 dólares para 107,44 dólares por barril, referia a agência Associated Press (AP).

Na Zona Euro, os receios de contágio agravam-se. Itália e Espanha estão novamente no centro das atenções dos mercados e os seus governos estão mobilizados para travar o pânico. Bruxelas já excluiu qualquer discussão sobre um eventual resgate destes países.

O chefe de governo italiano, Sílvio Berlusconi, anunciou a adopção de um pacto para relançar o crescimento e apoiar os mercados “até ao fim de Setembro”, à margem de uma reunião com os parceiros sociais.

O Tesouro espanhol anunciou hoje a sua decisão de anular a próxima emissão de obrigações, prevista para 18 de Agosto, numa altura em que o país está há vários dias sob grande pressão pelos mercados.

Espanha emitiu hoje 3,3 mil milhões de obrigações a taxas de juro em forte alta, comparando com as emissões anteriores: 4,813 por cento para os títulos a três anos (contra 4,037 por cento) e 4,984 por cento para os títulos a quatro anos (contra 2,862 por cento).

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