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Sobe a tensão entre israelitas e palestinianos com o anuncio da construção de mais 1100 casas no colonato de Gilo

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O colonato de Gilo, erguido após a ocupação de 1967

Foto: Reuters/ Baz Ratner

Israel aprovou esta terça-feira a construção de 1100 novas casas para colonos na Cisjordânia, complicando ainda mais os esforços internacionais para o reinício do processo de paz com os palestinianos.

Os Estados Unidos reagiram imediatamente considerando o passo "contraproducente" e instou as duas partes a não dar mais passos que compliquem o esforço que está a ser feito para o relançamento do processo de paz.

"Estamos profundamente desapontados com este anúncio do Governo israelita", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland. "Consideramos que é contraprodutivo (...) e pedimos às duas partes para evitarem acções que possam contaminar a confiança".

Richard Miron, porta-voz do enviado das Nações Unidas para o Médio Oriente, Robert Serry, disse também que a decisão israelita é "muito preocupante". Os colonatos, considerou o porta-voz, "diminuem a possessibilidade do regresso ao diálogo". O chamado Quarteto de mediadores internacionais (Estados Unidos, Nações Unidas, União Europeia e Rússia) apelaram ao retomar das negociações no prazo de um mês e apelou a que não surjam decisões unilaterais.

Saeb Erekat, o chefe dos negociadores palestinianos, disse que este novo grupo de casas significa que Israel deu "1100 nãos" à iniciativa do Quarteto.

O endurecer de decisões por parte de Israel segue-se ao pedido, por parte da Autoridade Palestiniana, do reconhecimento por parte das Nações Unidas do Estado palestiniano. Ao defender a petição, o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, exigiu o fim dos colonatos e o regresso às fronteiras antigas (ou seja a desocupação de territórios tomados por Israel). Mas o fim da construção de colonatos foi considerado por Abbas como condição essencial para o retomar do diálogo.

Quando as negociações foram suspensas, há um ano, o Governo de Israel, liderado por Benjamin Netanyahu, levantou a moratória de não construção. As novas casas vão ser erguidas em Gilo, um colonato urbano erguido nos territórios ocupados em 1967 na Cisjordânia e que Israel considerou fazer parte de Jerusalém Oriental. Os palestinianos querem que, num futuro Estado, Jerusalém Oriental seja a sua capital.

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