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Netanyahu diz que Israel construirá onde quiser em Jerusalém

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Israel construirá onde quiser em Jerusalém, a sua «capital eterna», incluindo na parte oriental da cidade santa, anexada, onde os palestinianos querem estabelecer a capital do seu futuro Estado, reafirmou, esta quarta, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

"Construímos em Jerusalém porque é nosso direito e nossa obrigação, não é uma punição, mas o direito fundamental do nosso povo de construir a sua capital eterna", declarou Netanyahu no Knesset (Parlamento).

O chefe do Governo israelita decidiu, na terça-feira à noite, acelerar a colonização em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia e suspender a transferência de fundos para os palestinianos como retaliação após a sua admissão na UNESCO.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, pediu, esta quarta-feira, a Israel para recuar, declarando-se "profundamente preocupada".

"A actividade de colonização israelita é ilegal sob a lei internacional, incluindo em Jerusalém Oriental, e é um obstáculo à paz. Recordámo-lo numerosas vezes no passado", sublinhou Ashton num comunicado.

Netanyahu repetiu, esta quarta-feira, que "Jerusalém nunca mais voltará à situação em que se encontrava na véspera da Guerra dos Seis Dias", a 4 de Junho de 1967, antes da ocupação israelita do sector oriental da cidade de maioria árabe.

Israel anexou posteriormente a zona, o que nunca foi reconhecido pela comunidade internacional, que considera Jerusalém Oriental território ocupado.

Num comunicado, o governo da Autoridade Palestiniana em Ramallah classificou a decisão israelita de "ditatorial e ilegal", considerando-a uma "punição colectiva".

Os fundos que Israel pretende congelar, no montante de 50 milhões de dólares por mês, correspondem ao reembolso dos direitos aduaneiros e do IVA cobrado sobre produtos para os palestinianos que passam por portos e aeroportos israelitas. Asseguram 30% do orçamento da Autoridade Palestiniana.

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