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Manifestantes egípcios destroem muro em volta da embaixada de Israel

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Muitos egípcios levaram martelos para partir o muro

Foto: Reuters/ Mohamed Abd El-Ghany

Milhares de egípcios voltaram a sair à rua nesta sexta-feira para exigir reformas democráticas e um grupo de manifestantes destruiu um muro em volta da embaixada de Israel. Um deles retirou a bandeira hasteada no segundo andar do edifício e atirou-a ao chão.

Alguns manifestantes estavam armados com martelos e barras de ferro. A 21 de Agosto um manifestante também já tinha conseguido retirar do local a bandeira de Israel.

A concentração ocorreu ao início da tarde. O muro, de cerca de 2,5 metros de altura, tinha sido construído pelas autoridades egípcias após várias manifestações junto à embaixada. A polícia militar estava perto mas não actuou para travar a acção dos manifestantes, adiantou a AFP.

As autoridades tinham justificado a construção do muro com a necessidade de proteger os habitantes que vivem nos primeiros andares do edifício e a missão diplomática israelita. Apesar de o Egipto ter sido o primeiro país árabe a estabelecer acordos de paz com Israel, em 1979, as relações entre os dois países deterioraram-se recentemente, depois de terem sido mortos, em meados de Agosto, cinco polícias egípcios quando as forças israelitas perseguiam os presumíveis autores de um atentado na província de Eilat, no Sul de Israel e junto à fronteira com o Egipto. Após a morte dos polícias, o Egipto ameaçou retirar o seu embaixador em Israel, mas acabou por não o fazer depois de as autoridades israelitas terem prometido investigar o caso.

“É bom ver os egípcios dizer que fazem uma coisa e realmente fazerem-na”, disse à Reuters o realizador egípcio e activista Khaled Youssef, que estava entre os manifestantes. “Disseram que ia demolir o muro e demoliram... o conselho militar tem que obedecer às exigências do povo egípcio”.

O incidente foi debatido entre as autoridades israelitas e egípcias, mas Israel esteve também em contacto com representantes dos Estados Unidos e de vários países ocidentais, adiantou a Reuters. O embaixador ficou a salvo, na sua residência oficial.


Protestos na Praça Tahrir
Para além da concentração no bairro da embaixada israelita, milhares de Egípcios voltaram hoje à Praça Tahrir, no Cairo, o palco dos protestos que levaram à queda do regime do ex-Presidente Hosni Mubarak. E se naquela altura davam aos protestos nomes como “sexta-feira da partida”, hoje chamaram-lhe “sexta-feira de corrigir o caminho”.

O poder está a agora nas mãos dos militares, e é a esses que os manifestantes se dirigem para pedir reformas democráticas. Convocados por organizações laicas e movimentos de jovens, saíram à rua não só no Cairo, mas também em Alexandria ou Suez.

“Nenhuma das exigências da revolução foi concretizada”, disse à AFP Ibrahim Ali, um técnico agrícola de 38 anos. “Será indigno para o povo egípcio esquecer as promessas da revolução”, adiantou o religioso, que conduziu a tradicional oração de sexta-feira na Praça Tahrir.

As organizações laicas temem que a realização de eleições legislativas já neste Outono beneficie os islamistas e os antigos membros do poder, por isso pedem uma revisão das normas eleitorais e também um calendário preciso que defina a entrega do poder dos militares aos civis. Contestam ainda o recurso a tribunais militares para julgar civis.

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