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Ian McEwan denuncia "forte injustiça no ar" em Israel

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McEwan falou numa política de aniquilamento de ambos os lados do conflito

Foto: Reuters/ Nir Elias

O escritor britânico Ian McEwan lançou ontem em Jerusalém um forte ataque às autoridades israelitas, afirmando que “uma enorme e evidente injustiça paira no ar”. Na assistência, que o ouviu num silêncio tenso, estava o Presidente, Shimon Peres, e o ministro da Cultura, Limor Livnat.

McEwan esteve na Feira do Livro de Jerusalém para receber um Prémio literário. No início da cerimónia, dirigiu-se aos “cidadãos israelitas e palestinianos desta linda cidade” e falou do aniquilamento que marca a acção de ambos os lados do conflito. “O Hamas aderiu ao niilismo do bombista suicida, dos rockets disparados cegamente para as cidades, e ao niilismo da política da extinção contra Israel”, cita o “Guardian”.

O mesmo “niilismo” se observa do lado israelita, quando um rocket é disparado contra uma casa de um médico em Gaza, Izzeldin Abuelaish, matando três das suas filhas e uma sobrinha, durante a guerra no território. “E é niilismo fazer da Faixa de Gaza uma prisão de longa duração. O niilismo espoletou um tsunami de cimento pelos territórios ocupados”.

Houve ainda outras denúncias, como “as expulsões e compras implacáveis de casas palestinianas em Jerusalém Oriental, o processo do direito de retorno de judeus mas não de árabes, os chamados factos consumados no terreno que lançam cimento sobre o futuro, sobre as futuras gerações de crianças israelitas e palestinianas que vão herdar o conflito e ter ainda mais dificuldades de o resolver do que hoje”.

Segundo o “Ha’aretz”, o prestigiado prémio literário israelita é dado de dois em dois anos a um escritor que trabalhe sobre “a liberdade do indivíduo na sociedade”, desde que este aceite deslocar-se a Israel para o receber. “Não consegui escapar à política da minha decisão”, afirmou o autor de “Amsterdão”, referindo-se à pressão que sofreu para que aderisse ao boicote internacional contra o país. Mas decidiu vir para “aprender e se envolver”. E concluiu que a “matzav” (a palavra hebraica para “situação”) parece estar “sempre a pressionar” aqui: “Quando a política entra por todos os lados da existência, alguma coisa está profundamente errada”.

Fonte: Público

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