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Facebook apaga página palestiniana depois de queixas de Israel

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O Facebook apagou uma página criada por palestinianos que incitava à violência contra judeus e a uma revolta contra Israel, depois de queixas dos mais altos responsáveis do Governo israelita.

“O dia do julgamento vai chegar quando os muçulmanos matarem todos os judeus”, podia ler-se num dos comentários publicados na página agora censurada.

“A Terceira Intifada Palestiniana” terá começado como uma chamada para um protesto pacífico, mas depois da publicidade que foi feita à página, vários comentários fizeram com que passasse a conter “apelos directos à violência”, nas palavras de Andrew Noyes, responsável de comunicação do Facebook. Noyes acrescentou que a rede social controla as páginas que lhes são denunciadas, e que quando é verificado que contêm “apelos à violência ou expressões de ódio – como aconteceu neste caso – o Facebook retira-as e continuará a retirá-las”.

A decisão da rede social acontece depois de o Governo israelita e organizações judias nos EUA terem apresentado várias queixas pedindo que a página, que já contava com mais de 350 mil fãs, fosse removida.

Yuli Edelstein, ministro israelita da diplomacia, esteve entre um dos queixosos, tendo escrito uma carta a Mark Zuckerberg, o criador do Facebook dizendo que a “A Terceira Intifada Palestiniana” patrocinava um incitamento à violência com apelos à morte de judeus e conversas sobre a ‘libertação’ de Jerusálem através da violência”. Edelstein acrescentou que pedira a Zuckerberg que “as linhas vermelhas da liberdade de expressão e do incitamento e violência” não fossem ultrapassadas.

A queixa do ministro israelita foi ridicularizada por um membro do partido palestiniano Fatah que declarou à agência de notícias palestiniana Wafa que Edelstein precisava de “lições sobre direitos humanos e liberdade de expressão" já que ele não estaria a par do "respeito mundial pela opinião individual”.

Com um papel cada vez mais importante no desenrolar, e até despoletar, de conflitos políticos em todo o mundo, o Facebook tornou-se uma ferramenta para manifestastes e as já chamadas “revoluções facebook”, que ajudaram a derrubar os regimes de Mubarak no Egipto e de Ben Ali na Tunísia, tornaram a rede social num poderoso agente que agora se vê pressionado para criar regras sobre o conteúdo publicado na rede social onde navegam milhões de utilizadores.

Andrew Noyes declarou que a política do Facebook, no sentido de tentar contrabalançar a protecção da liberdade de expressão com a proibição de um “discurso de ódio”, tem sido a de, normalmente, não apagar páginas que contenham ideias contra países, religiões ou entidades políticas, apenas proibindo “conteúdo de ódio ou violência contra, directamente, um indivíduo ou um grupo”.

Jerome Barron, professor de Direito em Washington, declarou ao “New York Times” que o Facebook não se rege pela legislação norte-americana relativa à liberdade de expressão e que é livre de decidir sobre as suas próprias políticas. No entender do jurista, empresas como o Google ou o Facebook estão a tornar-se tão poderosas que deveriam ser reguladas pelas leis relativas à liberdade de expressão.

A Liga da Anti-Difamação mostrou-se satisfeita com a decisão sublinhando que com esta acção, o Facebook reconheceu um “standard” a ser utilizado quando estiverem em causa temas cuja fronteira entre o incitamento à violência e os apelos legítimos à "expressão e acção colectivas" não seja nítida.

Entretanto já foram criadas várias páginas a copiar o conteúdo agora removido.

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