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Egipto declara estado de alerta e Israel retira diplomatas do Cairo

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Os manifestantes derrubaram uma parede e entraram na embaixada de Israel

Foto: Reuters/ Mohamed Abd El-Ghany

Foi declarado o estado de alerta no Egipto devido aos motins nas ruas do Cairo que se seguiram a um ataque contra a embaixada de Israel, na sexta-feira à noite. Telavive mandou regressar a casa o seu embaixador e a maior parte dos diplomatas.

As forças de segurança dispararam granadas de gás lacrimogéneo contra os manifestantes e veículos armados patrulharam a cidade. Três pessoas morreram nos confrontos entre as tropas e os civis que arremessaram pedras e bombas incendiárias.

Durante a noite de sexta-feira, os manifestantes conseguiram entrar na embaixada israelita, nos serviços consulares, tendo destruído materiais e documentação. Seis elementos da embaixada ficaram encurralados lá dentro durante a noite, avança o "New York Times". Foram retiradas 85 pessoas, entre pessoal diplomático e funcionários da embaixada, que partiram em dois jactos militares de madrugada, mas ficou para trás o vice-embaixador, que ficou refugiado na embaixada norte-americana, diz este jornal.

Centenas de pessoas mantiveram-se junto à embaixada até ao início desta manhã. Alguns carros foram incendiados. Foram gritadas palavras de ordem contra a junta militar que rege o país provisoriamente e que anunciou uma reunião para hoje, onde será discutida a presente crise.

Só dois países árabes têm acordos de paz com Israel e o Egipto é um deles; o outro é a Jordânia. Pelo que, segundo os analistas ouvidos pela BBC online, esta é uma grave violação dos acordos diplomáticos.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, condenou o ataque. Tratou-se de "um grave atentado contra a rota de paz com Israel", disse um seu assessor, que falou à agência Associated Press sob anonimato. Adiantou ainda que o chefe do Governo considerou o motim "uma clara violação das normas internacionais".

Netanyahu - revelou o assessor - agradeceu às autoridades egípcias a ajuda para retirar, em segurança, os funcionários que se encontravam dentro da embaixada.

Os protestos anti-Israel têm como rastilho a morte de cinco guardas de fronteira egípcios por soldados israelitas em Agosto.

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