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Divulgada lista de criminosos da operação "Chumbo Fundido"

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Um site da internet divulga o nome, endereços e fotografias de 200 militares israelitas, alegadamente criminosos pelo envolvimento na ofensiva israelita na Faixa de Gaza entre 2008 e 2009.

Segundo informações adiantadas pelo jornal israelita "Haaretz", a lista intitulada "Israeli War Criminals" foi publicada a partir de uma fonte anónima, no Reino Unido.

Apesar de o site já ter sido suspenso, a lista, que inclui desde o chefe do Estado-maior, Gabi Ashkenazi, a soldados rasos, foi copiada por outros sites, continuando assim em circulação.

Uma mensagem no site diz que "as pessoas aqui expostas têm responsabilidade pessoal e papel directo e activo na ofensiva. O objectivo é focar o nível pessoal de envolvimento e não ao nível institucional".

"Encorajamos as pessoas a investigarem mais informação semelhante, disponível tanto publicamente, como fechada nos gabinetes oficiais. Esta é uma forma de resistência que poderá ser sustentável a longo prazo", acrescenta a mensagem.

As Forças Armadas israelitas lamentaram "a publicação de informações pessoais sobre centenas de soldados e oficiais israelitas, que não se baseiam em nenhum fundamento" e adiantam, num comunicado oficial, que "a lista não representa uma ameaça real para aqueles cujo nome acabou na lista".

Por outro lado, para o cofundador da organização não-governamental Free Gaza, Paul Larudee, a publicação desta lista é um incentivo à mudança.

"O objectivo é que qualquer israelita também possa ser detido no estrangeiro, possibilidade remota até agora. As férias no estrangeiro são uma obsessão nacional, com a divulgação da lista, a possibilidade de ser responsabilizado fora de Israel já não é uma abstracção", disse.

"Alguns responsáveis israelitas têm evitado viajar para um número crescente de países com medo de serem detidos", acrescentou.

Segundo o porta-voz do exército israelita, dezenas de militares receberam cartas com acusações de "crimes de guerra" na semana passada, a partir de países como Espanha. Essas cartas incluem ameaças, insultos e fotos de crianças palestinianas mortas durante a ofensiva, adiantou o diário "Yediot".

A comissão da ONU de investigação à operação Chumbo Fundido, conduzida por Richard Goldstone, acusou Israel e o movimento islâmico Hamas de não cumprirem o direito internacional que impõe a distinção entre alvos militares e civis, sublinhando que as acções poderão mesmo constituir crimes contra a humanidade.

Segundo a ONG B'Tselem, durante a operação Chumbo Fundido morreram 1385 palestinianos e 13 israelitas.

Fonte: Jornal de Notícias

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