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Diplomatas europeus recomendam que Jerusalém Oriental seja tratada como a capital palestiniana

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Demolição de antigo hotel palestiniano em Jerusalém-Leste criticada pela comunidade internacional

Foto: Reuters/ Ammar Awad

Diplomatas europeus em Israel e nos territórios palestinianos fizeram uma série de recomendações à UE para que não legitime a presença israelita em Jerusalém Oriental: a zona Leste da cidade deveria ser tratada como a capital palestiniana.

Assim os diplomatas, na maioria cônsules, recomendaram vários passos sem precedentes: que responsáveis e políticos da União Europeia se deveriam abster de visitar gabinetes governamentais israelitas localizados para além da “linha verde”, definida em 1948, e que deveriam também rejeitar ter segurança israelita na Cidade Velha e noutros locais de Jerusalém Oriental, segundo o diário israelita “Ha’aretz”, que teve acesso ao documento.

Os diplomatas discutem a possibilidade de impedir “colonos violentos de Jerusalém Oriental” de entrar na UE e recomendam a promoção de um boicote a produtos de Jerusalém Oriental.


Base para sanções?
Este documento, datado do mês passado mas que não foi publicado provavelmente pela controvérsia que o seu conteúdo poderia gerar, marca uma viragem na posição da UE face a Israel, sublinha o "Ha’aretz": enquanto que críticas da UE a Israel “não são novas”, “a viragem dramática neste relatório pode ser vista nos passos operativos que recomenda, que constituem, de facto, uma base para sanções contra Israel”, diz o jornal.

O Estado hebraico recusa que as casas para judeus em Jerusalém Oriental sejam colonatos, reafirmando o seu direito à cidade não dividida como sua capital. A pretensão não é reconhecida pela comunidade internacional, que tem as suas embaixadas em Telavive. Vários países criticam a tentativa de "judaização" de Jerusalém Leste.

A notícia das recomendações à UE surgem quando em Jerusalém Oriental bulldozers demoliam um hotel para dar lugar a 20 apartamentos para famílias judaicas, numa acção que provocou condenação internacional. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Governo não pode impedir judeus de comprar terrenos em Jerusalém Oriental e sublinhou que o Executivo não tem qualquer envolvimento no negócio privado.

Mas há casos em que o Governo israelita tem promovido a maior presença de grupos ligados aos colonos na zona palestiniana: recentemente, uma investigação do diário "Ha’aretz" denunciava a entrega de propriedades em bairros de Jerusalém Oriental a dois grupos de direita sem concurso, à margem da lei.

Fonte: Público

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