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Bloqueio de Israel é causa da pobreza de Gaza, diz a ONU

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O desemprego em Gaza atinge 45 por cento e o valor dos salários caiu 34 por cento desde 2007

Foto: Reuters/ Patrick Baz

As Nações Unidas responsabilizam o bloqueio por terra, ar e mar imposto há cinco anos por Israel pela depauperada situação económica da população da Faixa de Gaza, onde o desemprego atingiu os 45 por cento e o valor real dos salários caiu mais de 34 por cento desde a aplicação das sanções e o isolamento da população palestiniana.

Num relatório divulgado pela Agência de Assistência e Trabalho para os Refugiados Palestinianos da ONU (UNRWA, na sigla original), os inspectores lamentam as “tendências perturbadoras” evidenciadas pelos números e censuraram o comportamento do Governo israelita. “É difícil entender a lógica de uma política que foi deliberadamente desenhada para empobrecer a população e condena milhares de pessoas com uma vida potencialmente produtiva a viver na miséria”, resumiu o porta-voz da UNRWA, Chris Gunness.

Como sublinhou aquele responsável, se o objectivo de Israel ao decretar o bloqueio foi fragilizar o Hamas e diminuir o seu poder, o resultado foi precisamente o oposto. Desde 2007, o único sector da economia que cresceu foi aquele que depende directamente da Administração do Hamas, que aumentou em 20 por cento os quadros de funcionários públicos.

Pelo contrário, assinalou, foram as empresas privadas e os refugiados (que compõem dois terços da população de 1,5 milhões de pessoas) que mais sofreram com a medida: as empresas não podem funcionar por causa da proibição da exportação de matérias-primas e a população desempregada não tem dinheiro para consumir.

As sanções económicas foram a resposta de Israel à captura do soldado Gilad Shalit por militantes do Hamas, no Verão de 2006. Um ano mais tarde, o bloqueio total à Faixa de Gaza foi decretado na sequência da vitória eleitoral daquela organização, que Israel classifica como terrorista.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, Yigal Palmor, disse à BBC que “o sofrimento de Gaza seguramente poderia ser aliviado” se o Hamas aceitasse as pré-condições da comunidade internacional para se tornar um interlocutor credível no processo de paz. Mas reiteradamente os líderes do Hamas recusam renunciar à violência ou reconhecer o Estado de Israel.

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