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Autoridade Palestiniana admitiu que Israel anexasse colonatos de Jerusalém

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Os palestinianos admitiram mesmo ceder o controlo do Haram al-Sharif a uma comissão conjunta.

Foto: Yonathan Weitzman

A Autoridade Palestiniana (AP) propôs que Israel anexasse quase todos os colonatos construídos por Israel em Jerusalém Oriental e admitiu ceder o controlo dos locais sagrados da cidade a uma comissão conjunta. Estas são duas das revelações contidas em 1600 documentos relativos à última década de negociações, que a Al-Jazira começou a divulgar.

As informações até agora classificadas criam um sério embaraço ao presidente da AP, Mahmoud Abbas, que nunca admitiu em público tais concessões, e são um trunfo para o Hamas, o movimento islamista que controla Gaza e se opõe às negociações com Israel. Mostram também como o processo de paz está moribundo.

Segundo o Guardian, com quem a televisão árabe partilhou a informação, os próximos dias trarão outras revelações embaraçosas, como a de que Israel informou alguns líderes palestinianos dos planos para atacar Gaza. Ou a dimensão das concessões que Abbas estaria disposto a fazer no direito de regresso dos refugiados.

As minutas, que abrangem o período de 1999 a 2010, sublinham “a fraqueza e o desespero crescente dos líderes palestinianos”, incapazes de parar o ritmo frenético da colonização nos territórios ocupados, sublinha o diário britânico. Um enfraquecimento que explica que, no final da década passada, os negociadores palestinianos tenham proposto a Israel aquilo que lhe tinham negado em 2000, na cimeira de Camp David.

A maior concessão foi oferecida em Maio de 2008: a AP admitia que Israel mantivesse os colonatos construídos em Jerusalém Oriental (ilegais à luz do direito internacional), à excepção de Har Homa. “Não é segredo que estamos a oferecer-vos a maior Yerushalayim [Jerusalém em hebraico] da história”, terá dito o negociador Saeb Erakat. Israel rejeitou a oferta por esta não incluir os principais colonatos construídos na Cisjordânia.

Seria também Erakat quem, um ano depois, propôs que Haram al-Sharif, a que os judeus chamam Monte do Templo, ficasse sob a tutela de um comité israelo-palestiniano. O local integra a mesquita de Al-Aqsa, terceiro lugar mais sagrado do islão, e qualquer cedência a seu respeito é vista como um anátema pelos muçulmanos.

Fonte: Público

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