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Presidente israelita diz que "opção militar" contra instalações nucleares do Irão está "próxima"

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Fotografia de satélite do que se suspeita ser uma fábrica de urânio enriquecido em Qom, a sul de Teerão

Foto: Reuters

O Presidente de Israel, Shimon Peres, disse que a "opção militar" para impedir que o Irão obtenha armas nucleares está "próxima".

O anúncio foi feito em concertação com os Estados Unidos, onde um alto reponsável militar em Washington disse à Reuters, na sexta-feira à noite e sob anonimato, que o Irão é, neste momento, a maior ameaça dos Estados Unidos da América.

A mesma fonte especificou que os EUA não têm a intenção de atacar o Irão. Acrescentou não saber se Israel irá avisar Washington caso decida tomar o assunto nas suas mãos e resolver o problema, e advertiu que uma operação deste género será difícil de pôr em prática, uma vez que as defesas aéreas do Irão são "topo de gama".

Já Peres, ao ser entrevistado pela estação de televisão Chanel 2, e questionado sobre a possibilidade de se estar a delinear uma acção armada contra as instalações nucleares iranianas, em vez de uma solução diplomática, disse: "Penso que sim. E creio que os serviços secretos de todos estes países estão a ouvir os ponteiros do relógio a fazer tique-taque, advertindo os líderes de que não sobra muito mais tempo".

A tensão cresce, pois, no Médio Oriente, quando se está a escassos dias de as Nações Unidas divulgarem o seu relatório sobre o nuclear que, apurou a Reuters, irá sustentar a tese de que o Irão está a construir um grande contentor de aço para realizar testes com explosivos de grande potência e que pode ser usado para testar armas nucleares.

A Agência Internacional de Energia Atómica (da ONU) obteve imagens de satélite desse contentor em Parchin, perto de Teerão, assim como outras provas de que o recinto se destina a testes nucleares.

A escalada nas declarações já tinha começado, com a expressão de haver uma intenção de destruir as instalações iranianas. O regime de Teerão reagiu logo na sexta-feira: um ataque contra o Irão terá "consequências apocalípticas".

Numa mensagem difundida pela televisão estatal iraniana, o chefe do estado maior, Hasan Firuzabadi, disse que as forças armadas estão preparadas para "castigar quem quer que faça um movimento em falso" e causar "graves danos". Acrescentou ainda que "os Estados Unidos e o regime sionista [referência a Israel] sabem que, se o fizerem, sofrerão perdas enormes".

Nas ruas de Teerão, milhares de pessoas manifestaram-se na sexta-feira — a escalada na retórica coincidiu com o aniversário do ataque à embaixada dpos EUA em 1979 — marchando pelo centro da capital e queimando bandeiras dos Estados Unidos e imagens do Presidente Barack Obama.

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