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França segue EUA em anúncio de retirada progressiva do Afeganistão

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Soldados americanos em patrulha no Afeganistão

Foto: Reuters/ Jim Hollande

Horas depois do anúncio da retirada progressiva de forças militares norte-americanas do Afeganistão feito pelo Presidente dos EUA, Barack Obama, a França anunciava a retirada progressiva das suas próprias tropas.

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, tomou a decisão depois de uma conversa com o Presidente norte-americano e avançou que a retirada progressiva de 4 mil tropas francesas irá “ter lugar de um modo proporcional e num quadro temporal semelhante à retirada dos reforços americanos”.

Barack Obama anunciou na noite de ontem (madrugada em Lisboa) a retirada de 10 mil militares este ano, dos quais cinco mil sairão já neste mês, e outros 23 mil até Setembro de 2012 – 33 mil tropas no total. O reforço recente, chamado "surge", anunciado por Obama em 2009, envolveu 30 mil tropas. Manter-se-ão no Afeganistão cerca de 68 mil tropas norte-americanas.


Reino Unido em "constante revisão"
Do Reino Unido, David Cameron reagiu com agrado ao anúncio de Obama. Londres está a levar a cabo uma política de austeridade que põe pressão nos grandes gastos militares com a operação no Afeganistão. O país tem o segundo maior contingente de tropas estrangeiras no país (9500 militares).

Cameron repetiu que não haverá tropas de combate do Reino Unido no Afeganistão até 2015 e que o Governo britânico “revê constantemente” as necessidades militares no terreno, adiantando que “se as condições no terreno o permitirem, é certo trazemos as tropas mais cedo para casa”, disse.

A decisão americana deverá provocar retiradas semelhantes de tropas de outros países europeus, que enfrentam actualmente os seus próprios problemas financeiros.


"Risco de debandada"
“O nosso objectivo é também, no final do ano, poder reduzir pela primeira vez o contingente alemão”, actualmente de 5 mil soldados, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Guido Westerwelle, sem especificar números. A missão no Afeganistão é altamente impopular num país reticente em participar em operações militares (o uso da palavra “guerra” em relação ao Afeganistão foi, durante muito tempo, tabu).

Também em Itália, tem havido sinais de desejo de cortes. Umberto Bossi, o líder da Liga Norte, partido populista aliado da coligação liderada por Silvio Berlusconi, estimou que Roma poderia poupar “um belo milhão de euros” se retirasse das missões na Líbia, Afeganistão e Líbano. Em 6 de Julho vai reunir-se um conselho para fazer o ponto da situação destas intervenções.

Espanha descartou, por outro lado, um regresso antecipado das tropas, confirmando que vai começar a retirada gradual durante o próximo ano como se tinha comprometido no quadro da NATO, segundo fontes do Ministério da Defesa citadas pelo diário “El Mundo”.

O analista da Rand Corporation Brian Jenkins alerta para os perigos das retiradas puderem ser vistas como um dinal de abandono: “Se o sinal for percebido como uma simples saída do Afeganistão, há um risco de debandada”, disse à agência francesa AFP. Uma retirada apressada, continuou, poderá desestabilizar não só o Afeganistão, como toda uma região já particularmente volátil, do Paquistão à Índia.

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