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Na religião e na política, as crenças e convicções das pessoas são em quase todos os casos obtidas em segunda-mão e sem examinação por parte das autoridades, que não examinaram as questões em causa, mas obtiveram-nas em segunda-mão de outros não-examinadores, cujas suas opiniões sobre elas não valiam um vintém.

Mark Twain (1835 ~ 1910)

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Situação humanitária na cidade líbia de Sirte é "desesperada"

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Famílias de Sirte, isoladas há mais de duas semanas, começaram a abandonar a cidade

Foto: Reuters/ Anis Mili

O Conselho Nacional de Transição (CNT) que está a governar a Líbia anunciou uma trégua de dois dias na batalha por Sirte para permitir que os civis, isolados na cidade sob cerco há mais de duas semanas, possam fugir da violência. A Cruz Vermelha fala numa situação "desesperada".

No entanto, os combates ainda prosseguiam esta manhã, com os soldados do novo governo a reclamarem o controlo do bairro de Bouhadi, onde residiam vários membros da família e do clã a que pertence o antigo ditador Muammar Khadafi. “Neste momento controlamos 95 por cento do Bouhadi”, disse à AFP Drissi Mayar, porta voz das forças rebeldes.

Um repórter da agência francesa falou com vários habitantes que estavam a carregar os seus automóveis para abandonar a cidade. “Não saímos antes porque não havia gasolina. Mas se não aproveitamos a trégua podemos nunca mais sair daqui”, explicou Ibrahim Aagab, dizendo que o seu destino seria a cidade de Misurata.

A Cruz Vermelha Internacional, autorizada no sábado a entrar na cidade para distribuir medicamentos e material médico e cirúrgico, fala numa “situação desesperada” em Sirte, com centenas de feridos sem tratamento e milhares de pessoas sem alimentos.
As condições no hospital de Ibn Sina são dramáticas: o reservatório de água está vazio e não há combustível para pôr o gerador a funcionar; o oxigénio acabou, assim como o soro.

O comandante do conselho militar de Misurata, Hassan Duhan, disse que a cidade sitiada, de 70 mil habitantes, não dispõe de electricidade e está a chegar ao fim das suas reservas alimentares. Desde que foi imposto o cerco, a 15 de Setembro, Sirte nunca mais foi abastecida.

Um representante da Cruz Vermelha, Hichem Khadrahoui, criticou severamente a NATO, dizendo que a missão de assistência médica foi impedida de movimentar-se pela cidade por causa de tiroteios e bombardeamentos.

“Enquanto estávamos no hospital, o edifício foi atingido várias vezes por tiros indiscriminados de rockets, balas de canhão e fogo de metralhadora”, denunciou. Khadrahoui disse que era impossível precisar a origem dos tiros, mas manifestou a “surpresa” e também a “indignação” da Cruz Vermelha, que tinha obtido o acordo das partes envolvidas no conflito para se deslocar a Sirte.

A NATO esclareceu que tinha realizado 101 raides aéreos no sábado, tendo atacado 38 alvos. Em Sirte, a Aliança Atlântica disse ter destruído um posto de controlo e comando, uma rampa de lançamento de mísseis, seis veículos blindados e um tanque.

Entretanto, o antigo porta-voz do regime de Khadafi, Moussa Ibrahim, desmentiu a sua captura num contacto telefónico com a televisão Arraï, sedeada na Síria, “Essa informação é uma mentira, não corresponde à realidade. Eu estava muito perto da frente de Sirte, e fomos atacados por rebeldes bem armados, mas não fomos capturados”, disse, acrescentando que as forças leais ao coronel Khadafi estavam a avançar no terreno. “As notícias que temos de Bani Walid são excelentes”, observou.

No sábado, as forças do CNT recusaram-se a combater em Bani Walid, a cerca de 170 quilómetros da capital, Trípoli, depois de constatarem que a resistência pró-Khadafi estava a usar civis como escudos humanos.

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