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Rússia duvida da legalidade do ataque da NATO à coluna de Kadafi

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A morte de Muammar Kadafi levanta "muitas questões" à Rússia, nomeadamente quanto à legalidade do ataque da NATO contra uma coluna automóvel que "não estava a atacar ninguém", afirmou, esta sexta-feira, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov.

"A decisão (da comunidade internacional) foi a de que ele perdeu toda a legitimidade e devia partir. A maneira como ele morreu levanta muitas dúvidas", disse Lavrov numa entrevista a três rádios russas.

"Interessa-nos nomeadamente a acção da NATO do ponto de vista da legislação internacional", acrescentou, sublinhando que o mandato da ONU autoriza apenas a NATO a manter uma zona de exclusão aérea criada para proteger os civis.

"Não há nenhuma relação entre a zona de exclusão aérea e um ataque contra um objetivo no solo, neste caso a coluna (em que seguia Kadafi). Além disso não se colocava a questão de proteger civis, porque a coluna não estava a atacar ninguém", afirmou.

A NATO divulgou, esta sexta-feira, um comunicado no qual afirma que ignorava a presença de Muammar Kadafi na coluna que foi atacada na quinta-feira à saída de Sirte e que só mais tarde soube que "provavelmente contribuiu" para a captura do ex-líder líbio.

Segundo o texto, o ataque visou "onze veículos militares das forças pró-Kadafi integrados numa coluna de cerca de 75 veículos" e que "transportavam uma quantidade substancial de armas e de munições".

O aparelho da NATO começou por destruir "um único veículo", o que provocou a dispersão dos outros, entre os quais cerca de "duas dezenas que se dirigiram para sul a grande velocidade". "A NATO tomou esses veículos por alvo", destruindo uma dezena deles.

"No momento dos disparos, a NATO não sabia que Kadafi estava na coluna (...) A NATO não toma indivíduos por alvo", segundo o texto.

Kadafi, de 69 anos, foi capturado ferido mas vivo perto de Sirte, a sua cidade natal, a 360 quilómetros a leste de Tripoli, e morto a tiro mais tarde em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas.

Serguei Lavrov evocou, a este propósito, o pedido feito hoje pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos para uma investigação das circunstâncias da morte de Kadafi, assim como a Convenção de Genebra, que proíbe a execução de prisioneiros de guerra.

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