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Obama alerta para "dias difíceis" na Líbia

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Líder do CNT e Barack Obama reuniram nas Nações Unidas

Foto: AFP/ Mandel Ngan

O presidente Barack Obama prometeu, esta terça-feira, ao povo líbio, um persistente apoio internacional à reconstrução, na sequência do derrube do regime de Muammar Kadafi.

No decurso de uma reunião nas Nações Unidas sobre a Líbia, o líder dos EUA avisou que o país do norte de África vai confrontar-se com "dias difíceis", quando as forças leais a Kadafi continuam a resistir e a liderança provisória em Tripoli se confronta com a complexa tarefa de formar um novo governo.

No entanto, Obama considerou que a Líbia é um "exemplo de como deve actuar a comunidade internacional no século XXI", disse que a coligação deteve o avanço de Kadafi, salvou numerosas vidas humanas, garantiu a sobrevivência do povo e do território líbio e "devolveu o poder" ao povo.

"Após décadas de um regime férreo dirigido por um homem, as instituições necessárias para uma Líbia democrática vão demorar tempo a ser construídas. Vão existir dias de frustração", admitiu. "Mas se aprendemos alguma coisa nestes meses foi que não se deve subestimar as aspirações e a vontade do povo líbio".

"Tal como o mundo vos apoiou na luta pela liberdade, vamos estar do vosso lado para a construção da prosperidade e da paz que a liberdade permite", disse.

Obama saudou a "comunidade internacional" pela "coragem e vontade colectiva em agir" na Líbia. O líder da Casa Branca referiu ainda que as potências globais não podem nem devem intervir sempre que existe injustiça no mundo, mas considerou existirem ocasiões onde as nações devem unir esforços para impedir a morte de civis inocentes. "A nossa coligação internacional travou o regime, salvou vidas incontáveis e forneceu ao povo líbio o tempo e o espaço para prevalecer", prosseguiu.

Os EUA já reconheceram o Conselho Nacional de Transição (CNT) como o governo legítimo do país e Obama anunciou que a bandeira norte-americana voltará a flutuar na embaixada norte-americana em Trípoli ainda esta semana. Em paralelo, apelou aos líderes do CNT para assegurarem uma eficaz transição democrática, que deverá incluir eleições livres e justas.


Revolução com 25 mil mortos
Obama participou no encontro sobre a Líbia ao lado de diversos líderes mundiais e de representantes do CNT. Antes do encontro, Obama promoveu um encontro a sós com o presidente deste órgão político, Mustapha Abdel Jalil.

A sua intervenção, Abdel Jalil, afirmou que a "revolução" líbia que derrubou Muammar Kadafi provocou 25 mil mortos.

O líder do CNT agradeceu à ONU e aos países que apoiaram o combate dos ex-rebeldes, e prometeu que os membros do regime de Kadafi terão direito a um "julgamento justo".

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