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O contrato secreto entre França e o CNT e os bombardeamentos desnecessários

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Sarkozy recebe em Paris o "números dois" do Conselho Nacional de Transição — Mahmoud Jibril

Foto: AFP/ Getty

Os "rebeldes" libios estão divididos quanto à postura a adoptar perante a tribo Warfalla, em Bani Walid. Uns dizem-se preparados para os confrontos, outros dizem preferir não ter que matar. A NATO, não tem esses problemas e faz o que melhor sabe fazer — bombardear.

Hoje a euronews noticiou que a NATO estava bombardear «alvos-chave» no centro de Bani Walid, porque nos «subúrbios a situação parece calma», e que a "rebelião" domina a localidade. Se a rebelião está a dominar a localidade e se já controlam praticamente toda a Líbia como dizem os principais media, então qual a justificação para estes bombardemantos da NATO?

A resposta pode estar relacionada com num contrato secreto feito a 3 de Abril entre a França e o Conselho Nacional de Transição líbio. O contrato refere o seguinte:

(...) No que diz respeito ao contrato de petróleo com a França, em troca do reconhecimento do nosso Conselho na cimeira de Londres como representante legítimo da Líbia, nós delegamos o irmão Mahmoud [Shammam] para assinar o acordo, atribuindo 35% do petróleo bruto aos franceses em troca de apoio total e permanente ao nosso Conselho.

Dado que França foi um dos principais países a elaborar a Resolução 1973 da ONU e dado que a 10 de Março a França foi o primeiro país a reconhecer os terroristas como o «único representante legítimo do povo líbio» e a recomendar «ataques aéreos cirúrgicos» tudo indica que o contrato apenas serviu para formalizar o que já havia sido apalavrado.

Uma vez que os "rebeldes" pediram a colaboração dos países da NATO na reconstrução do país, servirão estes bombardeamentos para assegurar que existe trabalho suficiente para garantir o enriquecimento das firmas dos protagonistas da NATO?

Segundo o diário italiano La Stampa, a reconstrução de estradas, portos, instalações industriais e cidades inteiras envolvem bilhões de euros, e que quem controla novamente a situação é Paris enquanto Roma vai à boleia. Isto porque foi Paris que Mahmoud Jibril escolheu para a conferência de imprensa a 25 de Agosto e só fez escala em Roma no seu regresso à Líbia.

A Alemanha que também se prontificou a emprestar 100 milhões de euros ao CNT, também cobiça a recontrução da Líbia.

Estará a NATO a bombardear para "justificar" a sua existência ou para lucrar no futuro? Uma coisa é certa: A "ajuda humanitária" da NATO segundo a estimativas pouco credíveis custam cerca de 353 milhões de euros por mês. A 25 de Março a euronews avançou com os seguintes dados:

Para garantir a zona de exclusão é preciso destruir as defesas anti-aéreas no solo. Até terça-feira tinham sido lançados 162 mísseis tomawhawks das bases americanas no mediterrâneo. Esses mísseis teleguiados são caros..

Um missil Tomahawk americano custa cerca de 402 mil euros. Um AASM utilizado pelos franceses, custa entre 300 mil e 350 mil euros.

A hora de voo do caça Rafale, sem contar com o combustível, eleva-se a 10 mil a 13 mil euros no A fatura do Mirage fica entre 10 mil e 11 mil euros por hora.

A hora de voo do bombardeiro furtivo B-2 custa 7 mil euros. Este avião “invisível“ da base de Whiteman, Missouri, tem de fazer 25 horas de voo para largar bombas na Líbia. É abastecido em pleno voo com combustível que fica também muito caro.

Com todas as "medidas de austeridade" que se têm tomado na Europa, com uma nova recessão mundial económica brutal e eminente, e com toda a despesa que a NATO tem tido com a operação de "ajuda humanitária", será que vai ficar de "mãos a abanar"?

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