Planeta Terra Versão 2.0

Nasceste um original; não morras uma cópia

John Ladis Mason (1832 ~ 1902)

Pub

Doações

Saldo Acumulado: 0 EUR

Só é possível continuar a fazer este trabalho graças à sua generosidade.

Se considera que a informação aqui disponibilizada tem relevância para si e pretende fazer uma doação, por favor faça uma que esteja dentro das suas possibilidades financeiras.

Saiba como

Últimos Artigos

Globo
Portugal
Dinheiro
Ciência e Tecnologia
Conflitos Mundiais
Big Brother
Tirania
Fenómenos
Pub

Líbia e a aplicação da sharia

ArtigoComentários (0)

Para a maior parte dos ocidentais a imagem da sharia corresponde a lapidações e outras execuções com tortura, à total violação dos direitos humanos. Sharia significa “caminho para respeitar a lei de Deus”, mas sem respeito pelos valores dos indivíduos.

Assim, o anúncio de Jalil durante as celebrações de Bengasi depois da morte de Kaddafi, provocou uma onda de inquietude no mundo ocidental. Não era a primeira vez que o chefe do conselho de transição clarificava o assunto:

“- Nós, como nação muçulmana, consideramos a sharia como principal fonte de lei” declarou Mustafa Abdul-Jalil.

Desta vez, devido às advertências da Europa e dos Estados Unidos, Jalil moderou o discurso afirmando que não haverá regresso ao passado na Líbia: “Quero assegurar à comunidade internacional que nós os libios somos muçulmanos moderados.”

O anúncio é nitidamente político porque, sem dúvida, os islamistas vão estar presentes no próximo governo. Será um modo de reconhecimento do papel fundamental que tiveram na libertação de Trípoli e Bengasi.

Os analistas, no entanto, não vêem uma rutura clara com o regime de Kaddafi. A Líbia do ditador já era um estado islâmico, conservador, em que o Islão servia de fonte de inspiração e a prática da fé muçulmana era rigorosa.

A partir de agora o que vai determinar o futuro do país vai ser a nova interpretação da sharia. Porque a maior parte dos países muçulmanos consideram-na a fonte principal de direito. Alguns aplicam-na de forma radical, como os países do Golfo, Irão, Afeganistão, Paquistão, Arábia Saudita e alguns países africanos. Pelo contrário, no Egito ou na Síria aplica-se uma versão mais moderada da lei islâmica.

A dúvida agora é saber se a Líbia vai escolher a via do progresso e a evolução da sociedade, ou inclinar-se-á por uma via mais arcaica?

Quando o parlamento libio tiver de adotar novas leis estas terão de se adequar à lei islâmica, no entanto, tudo tem a ver com a interpretação.

O principal perigo será para as mulheres, já que a eleição de uma sharia mais moderada ou uma aplicação radical determina se perdem ou não os direitos conquistados.

Entrevista com Eric Chaumont, um especialista em assuntos islâmicos

Reportar Erro

Caso tenha detectado algum tipo erro por favor descreva-o.