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Grande ofensiva dos combatentes líbios contra as posições dos fiéis a Khadafi

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Rebeldes líbios festejam chegada a Bani Walid

Foto: Reuters/ Zohra Bensemra

Arrancou o ataque final aos últimos focos de resistência de Muammar Khadafi, com apoio aéreo da NATO — embora não seja certo que tenha bombardeado a cidade de Bani Walid.

“Só posso dizer que aeronaves da NATO estiveram a operar nessa área hoje, não podemos fazer comentários sobre as actividades operacionais”, disse um porta-voz da Aliança Atlântica à Reuters.

Segundo as agências noticiosas, combatia-se em três frentes, todas elas estratégicas para o coronel que governou a Líbia durante 42 anos. Um comandante das forças do Conselho de Transição da Líbia (CNT), que pediu o anonimato, disse à AFP que não haverá “grande ofensiva antes do final da semana”.

Em Bani Walid (170 km a sudeste de Trípoli, a capital), os efectivos do CNT combatiam rua a rua com homens de Khadafi. Os correspondentes no local da estação de televisão Al-Jazira informavam que a acção dos franco-atiradores estava a impedir a tomada da cidade, mas que a queda desta praça do antigo ditador líbio estaria para breve, uma vez que faltava apenas conquistar o centro da cidade.

Em Sirte (360 km a leste da capital), decorriam os combates mais violentos. As tropas foram obrigadas a recuar depois sofrerem “grandes baixas”, segundo a BBC. Porém, reagruparam -se no Vale Vermelho, a 60 km de Sirte. A progressão fazia-se a pé.

Sirte é, de momento, o local mais estratégico na luta do Conselho contra os homens do coronel. Trata-se da terra natal de Khadafi, que a declarou a nova capital líbia e o local de onde seria lançada a “guerra de guerrilha” pela reconquista do país.

De manhã, e após informações sobre a participação de aviões da NATO nesta ofensiva final, a Aliança Atlântica negou estar a combater ao lado do Conselho Nacional de Transição. Mas os jornalistas da AFP em Sirte/Vale Vermelho relataram a destruição de três veículos blindados dos rebeldes de Khadafi por aviões da NATO. No chão, os combatentes gritaram vivas à NATO, a Alá e ao Presidente francês: “Um, dois, três, obrigado Sarkozy.” Um quilómetro e meio separava as duas forças, precisava a AFP. Decorriam ainda combates em Sahba (região Centro).

À margem das operações no terreno, o presidente do Conselho Nacional de Transição, Mustapha Abdel Jalil, chegou a Trípoli para explicar que a mudança do novo governo de Bengasi para a capital só acontecerá “depois da libertação total do país”.

Pouco depois, o Fundo Monetário Internacional reconhecia a legitimidade do Conselho. “É com muito prazer que anuncio que o FMI reconhece o governo interino como o oficial da Líbia”, disse a presidente da instituição, a francesa Christine Lagarde, adiantando que este organismo está preparado para disponibilizar um fundo de apoio à Líbia e que, assim que estiver garantida a segurança, uma missão do FMI visitará a Líbia.


Guiné-Bissau disposta a receber Khadafi
Entretanto, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, anunciou que acolherá Muammar Khadafi "de braços abertos" no seu país se o coronel o desejar. O chefe do Governo guineense manifestou essa disponibilidade em declarações a uma rádio de Bissau citada pela AFP.

"Se Khadafi pedir para vir para a Guiné-Bissau iremos recebê-lo de braços abertos e garantiremos a sua segurança", adiantou Carlos Gomes Júnior, que neste sábado se deslocou a Cabo Verde para a tomada de posse do novo Presidente José Carlos Fonseca.

A Guiné-Bissau não ratificou a convenção para a constituição do Tribunal Penal Internacional, que já acusou Khadafi por crimes contra a humanidade e emitiu um mandado de detenção internacional.

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