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Governo britânico esquiva-se a confirmar ter soldados SAS na Líbia

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Segundo o Telegraph, as forças especiais britânicas envergam roupas civis.

Foto: Reuters/ Zohra Bensemra

O ministro britânico da Defesa, William Fox, recusou-se a comentar as informações que dão conta da presença de unidades especiais das forças militares do Reino Unido em território da Líbia que estarão a tentar capturar Muammar Khadafi.

“Posso confirmar que a NATO está a prestar assistência em termos de serviços secretos e reconhecimento ao Conselho Nacional de Transição [CNT] para os ajudar a localizar o coronel Khadafi e outros membros do regime”, afirmou à Sky News.

Mas não disse uma só palavra sobre a notícia avançada hoje pelo britânico The Telegraph, segundo a qual estão soldados do 22.º regimento das SAS (Special Air Force, unidade de forças especiais do Exército) no solo da Líbia, sob ordem dada pelo primeiro-ministro, David Cameron. Questionado sobre o assunto pela Sky, Fox resguardou-se no silêncio.

E à BBC afirmou, mais tarde, que o Reino Unido "não tem absolutamente planos nenhuns" de envio de tropas terrestres para a Líbia pós-conflito. Se o CNT pedir ajuda, tal "deve vir dos vizinhos da Líbia na África e no Médio Oriente", insistiu.

A participação das forças internacionais no conflito líbio, sob o comando da NATO, tem estado enquadrada pela resolução 1973 das Nações Unidas, aprovada em Março passado e autorizando o recurso "a todos os meios necessários para proteger as populações civis", na sequência dos ataques repressivos do regime contra as manifestações e protestos pré-democracia que eclodiram em meados de Fevereiro.

A resolução deixava claro, porém, que se excluía a existência de "botas no chão", expressão que se refere a soldados no solo. É admitida, porém, a presença de “conselheiros militares” no terreno para dar assistência ao CNT, órgão político da rebelião – algo que abertamente, e desde os finais de Abril, foi anunciado ter sido feito pelos governos britânico, francês, italiano, egípcio e dos Estados Unidos.

Segundo o Telegraph, citando fontes da Defesa britânica sob anonimato, estas tropas britânicas das SAS estão na Líbia já há várias semanas e terão mesmo desempenhado um “papel crucial” na coordenação dos ataques aos mais importantes alvos militares em Trípoli, na ofensiva que levou à queda da capital, com o momento simbólico, terça-feira, do hastear da bandeira tricolor rebelde no complexo fortificado de Khadafi na cidade, Bab al-Aziziyah.

Agora, ainda de acordo com aquele diário, os SAS estão a ajudar os combatentes da rebelião nas buscas por Khadafi e familiares, cujo paradeiro permanece desconhecido. O Telegraph precisa ainda que os militares têm operado sempre envergando roupas civis tipicamente árabes e empunham as mesmas armas que os rebeldes.

E não serão os únicos estrangeiros a combater pela rebelião em solo líbio. Segundo o correspondente da agência noticiosa AFP em Zuaytina, há também “agentes franceses” no país, a lutar ao lado dos rebeldes na frente oriental de batalha. “Estão na refinaria na zona limítrofe de Zuaytina, que serve de centro de comando rebelde nesta frente, a uns 150 quilómetros para sudoeste de Bengasi”, a cidade onde está sediado o CNT”, é descrito.

Segundo esta fonte “franceses e britânicos tomaram posições junto a dois cargueiros ao longo de uma das pistas de aterragem da refinaria” e estão ambos vestidos com “roupas civis ou com camuflados sem identificação militar”, a pouca distância do comando central liderado pelo comandante militar rebelde Fawzi Boukatif.

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