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EUA e França prometem continuar operação militar na Líbia

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Obama e Sarkozy falaram hoje ao telefone sobre a Líbia

Foto: Reuters/ Charles Platiau

Os Estados Unidos e a França vão “continuar o esforço militar” até que “Khadafi e o seu clã” deponham as armas, garantiu hoje o Presidente francês Nicolas Sarkozy, depois de ter falado ao telefone com o homólogo norte-americano, Barack Obama.

Sarkozy e Obama congratularam-se com os progressos alcançados nos últimos dias pelas forças do Conselho Nacional de Transição líbio que pretende derrubar Khadafi e sublinharam que o fim do regime do coronel “está próximo”, adiantou a AFP. Pouco depois o Departamento de Estado norte-americano anunciou que irá desbloquear “entre 1000 e 1500 milhões de dólares” de bens de dirigentes líbios congelados para apoiar os rebeldes.

A presidência francesa anunciou em comunicado que Sarkozy e Obama garantiram “que irá continuar o esforço militar de apoio às autoridades líbias legítimas enquanto Khadafi e o seu clã não depuserem as armas”. Reiteraram também o seu empenho em apoiar a transição política na Líbia “num espírito de reconciliação e unidade nacional, tendo em vista a edificação de uma Líbia nova, democrática e pluralista”. Os EUA e a França, juntamente com o Reino Unido, iniciaram a 19 de Março a operação militar na Líbia, depois de o Conselho de Resolução da ONU ter aprovado a tomada de “todas as medidas necessárias” para proteger os civis.

A França propôs organizar em breve uma conferência internacional de apoio à Líbia, enquanto os EUA anunciaram que irão desbloquear até 1500 milhões de dólares de contas que foram congeladas para os rebeldes, o que deverá acontecer nos próximos dias. O objectivo é “responder às necessidades humanitárias e ajudar a estabelecer um Governo seguro e estável”.

Os dois presidentes também pediram ao CNT que “respeite os direitos do povo líbio e evite vítimas civis, protegendo as instituições e o Estado líbio e empenhando-se numa transição para a democracia que seja justa e inclua toda a população líbia”, adiantou a Casa Branca em comunicado.


ONU faz apelo à reconciliação
Entretanto, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, falou ao telefone com o líder dos rebeldes líbios, Mustafá Abdel-Jalil, e deixou um apelo à reconciliação na Líbia, perante o risco de represálias contra as forças de Khadafi após a queda do regime, adiantou o porta-voz da ONU Farhan Haq.

Ban Ki-moon sublinhou a necessidade de alcançar a unidade nacional e a reconciliação na Líbia e Jalil disse-lhe que levará essa questão “muito a sério” e sublinhou a importância do papel da ONU no período após o conflito, adiantou Haq.

Na passada segunda-feira Ban Ki-moon anunciou a convocação de uma cimeira para debater a questão na Líbia que juntará líderes da União Africana, da Liga Árabe e da União Europeia, para além de outras organizações regionais.

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