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Equipa da Cruz Vermelha entrou em Sirte

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Famílias fugidas da cidade natal de Khadafi

Foto: Reuters/ Esam Al-Fetori

Uma equipa da Cruz Vermelha Internacional entrou este sábado com ajuda médica na cidade cercada de Sirte, terra natal de Muammar Khadafi.

“Estão lá dentro a entregar ajuda médica”, confirmou à Reuters Karen Strugg, uma funcionária da Cruz Vermelha. Pouco antes, junto a uma barreira de forças do novo regime, a cerca de dois quilómetros do centro, tinha sido visto um camião e dois automóveis com europeus, que recusaram falar.

“Há uma pausa [nos bombardeamentos] para que as famílias possam sair... Estamos a tentar uma coordenação com a Cruz Vermelha”, disse nessa altura Khaled Al-Nas, um comandante militar do Conselho Nacional de Transição (CNT).

Sirte, 360 quilómetros a leste de Trípoli, é, com Bani Walid, uma das duas principais cidades controladas por fiéis a Khadafi, apesar de diversas tentativas de assalto do novo poder nas duas últimas semanas.

Forças do CNT controlam o porto e o aeroporto, mas não conseguiram ainda tomar a cidade e atribuem a dificuldade em avançar a atiradores isolados. Fontes médicas citadas pela AFP disseram que na sexta-feira, nos combates mais violentos da última semana, um atacante foi morto e 11 ficaram feridos.

As Nações Unidas e diversas organizações humanitárias alertaram para a possibilidade de baixas civis e para a degradação das condições de vida. Médicos de um hospital de campanha nos arredores de Sirte afirmaram à agência que uma mulher morreu de malnutrição e que há outros casos graves.

Um dirigente das forças que se levantaram contra o antigo ditador disse que, na sexta-feira, cerca de um milhar de civis conseguiu fugir da cidade. A Cruz Vermelha calcula em 18 mil o número dos que abandonaram Sirte até quarta-feira.

Um porta-voz de Khadafi disse que os ataques aéreos da NATO e os bombardeamentos do CNT causaram a morte de civis – informação negada pelas duas entidades, segundo as quais o perigo para a população vem das forças do antigo regime, que executam aqueles que suspeitam simpatizar com as novas autoridades.

Mas os abusos não são, segundo a Human Rights Watch (HRW), um exclusivo dos apoiantes do ditador. A organização de defesa dos direitos humanos apelou ao poder agora instalado em Trípoli para que ponha fim às prisões arbitrárias e aos maus tratos a prisioneiros.

A HRW, que visitou 20 cadeias na capital e ouviu 53 prisioneiros, apelou ao CNT e aos seus aliados internacionais para organizarem sem demora um sistema judicial capaz de tratar da situação dos prisioneiros. Os reclusos ouvidos pela organização queixaram-se de maus tratos em seis cadeias e disseram terem sido espancados e recebido choques eléctricos. Nenhum foi ainda apresentado a um juiz.

Milhares de pessoas foram presas após a queda de Trípoli, no final de Agosto, particularmente líbios de pele negra ou africanos subsarianos, acusados de terem combatido por Khadafi.

Em Bani Walid, 170 km a sudeste da capital, os combatentes do CNT também não conseguem progredir apesar dos combates que, desde há um mês, já lhes provocaram cerca de 40 mortos, segundo a AFP. A Cruz Vermelha calcula que mais de 25 mil pessoas tenham já deixado a cidade.

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