Planeta Terra Versão 2.0

A certeza absoluta é um privilégio das mentes não-educadas e dos fanáticos

Cassius Keyser (1862 ~ 1947)

Pub

Doações

Saldo Acumulado: 0 EUR

Só é possível continuar a fazer este trabalho graças à sua generosidade.

Se considera que a informação aqui disponibilizada tem relevância para si e pretende fazer uma doação, por favor faça uma que esteja dentro das suas possibilidades financeiras.

Saiba como

Últimos Artigos

Globo
Portugal
Dinheiro
Ciência e Tecnologia
Conflitos Mundiais
Big Brother
Tirania
Fenómenos
Pub

Conselho de Segurança aprova missão para Líbia

ArtigoComentários (0)

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, esta sexta-feira, por unanimidade uma resolução que prevê a criação da missão de apoio das Nações Unidas para a Líbia e o descongelamento de bens de duas petrolíferas líbias.

A resolução apresentada pela França e pelo Reino Unido e aprovada hoje em Nova Iorque prevê o envio de uma missão política (UNSMIL) durante três meses, para apoiar a reconstrução do Estado líbio, preparação de eleições e redacção de uma nova Constituição.

Além da Petrolífera Nacional e da Zueitina, ficam também com caminho aberto para a saída da lista de entidades com bens congelados o Banco Central, o Banco Árabe Líbio Internacional, a Autoridade Líbia de Investimento e a sociedade de investimentos Libyan-African Investment Portfolio.

O descongelamento destes activos no valor de milhares de milhões de dólares destina-se a "colocá-los à disposição do povo líbio", refere o texto aprovado pelos 15 países membros, incluindo Portugal.

Após a aprovação, o embaixador britânico, Mark Lyall Grant, congratulou-se por a resolução criar "um mecanismo para progressivamente tirar entidades sancionadas da lista e descongelar os seus activos", um "arranque da economia da Líbia e um encorajamento à auto-suficiência económica".

Paralelamente, a Assembleia-geral da ONU aprovou hoje, por 114 votos a favor e 17 contra, a entrega do lugar líbio na ONU ao CNT, o órgão político dos rebeldes que derrubaram o regime de Muammar Kadhafi.

As acções na Assembleia-geral e no Conselho de Segurança levaram a representante norte-americana a declarar no final que "hoje foi um dia invulgarmente bom na ONU".

Para o embaixador português, Moraes Cabral, a Líbia entrou agora num "novo capítulo" e o envolvimento de uma missão da ONU vem permitir um planeamento mais eficaz da transição.

"Com a adopção desta resolução, estão criadas as condições para o estabelecimento da UNSMIL, dando à ONU a possibilidade de apoiar as autoridades em lidar com os desafios e cumprir o calendário estabelecido", disse Moraes Cabral, depois da votação.

O representante líbio, Ibrahim Dabbashi, sublinhou os "muitos e multifacetados desafios" que o Conselho Nacional de Transição (CNT) enfrenta.

"Queremos instituições democráticas, direitos humanos e criar oportunidades para que os líbios sirvam a Líbia de acordo com as suas capacidades. Não queremos marginalizar ou excluir ninguém. Esperamos que outros não venham interferir nos assuntos da Líbia durante este período", adiantou.

Na sequência das discussões que decorreram esta semana em Nova Iorque, foi também incluída no texto da resolução uma série de disposições sobre a necessidade de respeito dos direitos humanos, inclusão das mulheres no processo de decisão e a protecção dos imigrantes africanos, que têm sido alvo de ataques.

O documento prevê ainda a manutenção da zona de exclusão aérea na Líbia, criada pela resolução aprovada em março, mas determina que será periodicamente revista e, assim que possível, levantada.

O embargo de armas é parcialmente levantado, nos casos de se destinarem à segurança e apoio ao desarmamento pelas autoridades líbias e também para uso de pessoal das Nações Unidas, humanitário e outros.

Reportar Erro

Caso tenha detectado algum tipo erro por favor descreva-o.