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Congresso declara guerra à atuação de Obama na Líbia

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O congresso norte-americano aumenta a pressão sobre Obama para que defina as metas da intervenção na Líbia.

A câmara dos representantes chumbou ontem uma proposta democrata que autorizava a “participação limitada” do exército na operação da NATO, por 295 votos contra 195.

Mas, pouco depois, o hemiciclo chumbava também uma proposta republicana para cortar os fundos para a operação, por 280 votos contra 180.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, garantiu que, “a administração norte-americana tem um plano para concluir com sucesso a missão na Líbia. O tempo e a história estão do nosso lado, mas só se conseguirmos manter a pressão”.

Segundo as sondagens, mais de metade dos norte-americanos estão contra a participação do país na operação da NATO na Líbia, ao final de mais de uma década marcada pelas guerras do Iraque e do Afeganistão.

O tema divide o congresso, mesmo entre os democratas, que acusam Obama de não ter consultado as duas câmaras depois de noventa dias de operação militar, como o exige a lei que enquadra os poderes militares do chefe de estado.

A Casa Branca afirma que não necessita de uma autorização, uma vez que a operação na Líbia não se trata de uma missão de combate mas de apoio às forças militares da NATO.

Em Bengasi, os rebeldes líbios afirmam-se dececionados, “acreditamos que o congresso deve apoiar o seu presidente e a luta pela democracia e pela liberdade, valores fundamentais para os americanos e ajudar o povo líbio a alcançar as suas aspirações”.

Os mais de três meses de resistência do regime de Kaddafi aumentam o risco de um “cheque-mate” à atuação de Obama.

O senado vota na próxima semana outra proposta para autorizar a missão. A câmara dos representantes poderá voltar a discutir o corte do financiamento à operação, até Julho, quando a fatura do conflito superar os mil milhões de dólares.

A continuação dos bombardeamentos na Líbia é alvo também de críticas em França e no Reino Unido por parte das chefias militares que apontam o dedo aos custos elevados da operação. Divergências relacionadas também com a estratégia da missão, num momento em que a progressão dos rebeldes líbios se encontra bloqueada há vários dias.

Entre os aliados da NATO, a Itália tinha proposto, esta semana, um “cessar-fogo” imediato, levantando dúvidas sobre as vítimas civis dos bombardeamentos em Tripoli.

A diplomacia europeia, por outro lado, mostra-se pronta a enviar forças de paz para o território para apoiar uma eventual operação humanitária.

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