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Comandante das tropas da oposição líbia foi morto por homens sob o seu comando

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Younes foi morto pelos seus próprios homens; ainda não se sabe porquê

Foto: Reuters/ Darrin Braybrook

Uma milícia islamista terá executado o comandante do exército da oposição líbia, general Abdel Younes, disse o ministro do Petróleo do Conselho Nacional de Transição (CNT), Ali Tarhouni. Os motivos estão a ser investigados.

As declarações de Tarhouni confirmaram a notícia que corria em Bengasi, a sede da oposição, em como o general teria sido morto por um grupo dos seus próprios homens. O ministro, citado pela Reuters e BBC online, especificou que os responsáveis são membros da brigada islamista Obaida Ibn Jarrah, que combate ao lado da oposição para derrubar o regime de Muammar Khadafi.

O líder da brigada foi detido pouco depois da morte de Younes e de dois dos seus coronéis. Segundo Tarhouni, os corpos só foram encontrados na sexta-feira, perto de Bengasi, e estavam queimados. Foram imediatamente entregues às família, que realizaram ontem os funerais.

"Foram os seus próprios homens", disse o ministro, acrescentando que os homens que realizaram a execução ainda não foram encontrados e que os motivos desta morte ainda estão a ser investigados.

A notícia foi imediatamente comentada em Trípoli, onde o porta-voz de Khadafi, Moussa Ibrahim, disse: "É um belo estalo na cara dos britânicos que o Conselho que eles reconheceram não consiga proteger o próprio comandante dos seus exércitos".

Até sexta-feira, as autoridades do Conselho Líbio de Transição não tinham apresentado qualquer explicação para a morte de Younes e dos dois coronéis. O que motivou especulação e preocupação.

Os Estados Unidos da América apelaram mesmo ao CNT para promoverem a unidade nas suas fileiras. “O que é importante, agora, é trabalharem de forma transparente para reforçar a unidade”, disse Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano.

O general — que foi ministro do Interior de Khadafi e que passou para a oposição ao regime em Fevereiro —, tinha sido chamado pelo CNT para prestar declarações perante um painel de juízes e viajava de Brega (uma das frentes da guerra civil líbia) para Bengasi. O presidente do CNT, Mustafa Abdul-Jalil, limitara-se a dizer que o general iria responder a questões sobre as “operações militares” e não deu mais detalhes.

A BBC explicava que, perante tanta opacidade, já circulavam em Bengasi notícias não confirmadas sobre a prisão de dois colaboradores de Younes junto à fronteira do país com o Egipto (território controlado pelo CNT), o que sugeria uma possível fuga. E, na quinta-feira, a estação de televisão Al-Jazira referia que Younes estava a ser investigado por suspeitas de traição (a passagem de armas aos enfraquecidos homens que lutam por Khadafi). Uma informação que não foi confirmada.

Tantas questões em aberto enervaram Washington que, como muitas outras capitais, reconheceram o CNT como a única autoridade legítima da Líbia. Toner disse que o Conselho deve lembrar-se que “representa todo o povo líbio”.

Do reconhecimento internacional e da unidade e transparência que mantiverem dependerá o descongelamento, a favor de Bengasi, dos milhares de milhões de dólares líbios depositados em bancos estrangeiros.

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